Follow by Email

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

BOA SEMANA!

"Porque é que temos receio da primeira vez? Tudo na vida é uma primeira vez. Cada manhã é uma nova manhã, nunca vivemos o mesmo dia duas vezes."
                                                                     Filme YI-YI

Nada é fixo. Tudo se move e transforma continuamente, tanto nas nossas vidas como na totalidade do Universo. Lembrarmo-nos que a mudança é a essência da vida permite-nos relativizar aquilo que nos acontece, colocar os acontecimentos em perspectiva, dar  maior atenção às nossas relações com os outros, pois sabemos que estão em constante evolução. Permite-nos, ainda, acreditar na possibilidade da mudança que almejamos e não recear arriscar.

3 comentários:

  1. Uma das coisas que mais me mete confusão é a reacção instintiva que temos de, se não conhecemos, receamos (e, muitas vezes, atacamos!)...
    É sempre difícil manter a mente aberta, sem preconceitos, para tudo o que é novo e isso é algo que não faz sentido.
    Bem sei que é na adolescência que os nossos instintos de "medo do desconhecido" estão mais atenuados e que é na infância que moldamos o nosso carácter e o nosso sub-conscinete se constrói, mas porque não hão-de os adultos ser mais receptivos em vez de rejeitarem terminantemente tudo o que sai da norma?!?
    Claro que vocês são o exemplo perfeito que isso é possível: têm aqui muitos adultos que abraçam o vosso optimismo e reflexão.
    Por isso desejo-vos muitas boas primeiras vezes e que, quem aqui cai da primeira vez, perceba o valor de imediato e fique fã!
    Boa semana e tudo de bom!

    ResponderExcluir
  2. Tudo mudo, tudo se transforma e nós, pessoas também. Concordo com o comentário acima, quando diz que é na adolescência que os medos são menores; é certo isso, no entanto, com o passar dos anos vamos ficando mais confiantes, mais cientes do que somos capazes e determinados medos se vão; vou pôr o caso em mim mesma; sempre fui uma adolescente que gostava de fazer tudo certinho; estudava muito, era incapaz de ir para as aulas sem ter estudado as lições, mesmo quando já andava no secundário e depois na faculdade; posso até dizer que vivi pouco essa minha fase.Tinha sempre receio de me saír mal, de não ser capaz. Agora, quando volto atrás vejo que até era capaz de tudo. A Srº na casa de quem estava hospedada uma vez disse-me " é impressionante, Emília, tu quando te dedicas a uma coisa consegues sempre; tens muita força de vontade. " Sempre lembro desta frase dela. No entanto, não era era confiante como sou hoje. A maturidade ensinou-me a conhecer-me melhor; hoje sinto-me muito segura e enfrento qualquer desafio sem medo; aprendi a saber quais são as minhas melhores caracteristicas e perdi aquele receio, de anos passados, de dar a minha opinião seja sobre que assunto for; se por acaso não domino, tenho a segurança suficiente para dizer que não me sinto capaz de o discutir, mas fico aberta à discussão e acabo por participar. Às vezes até fico surpresa com a confiança que tenho em mim mesma e também no que fez com que eu mudasse tanto. Neste aspecto sou forte e aberta; medo, nunca tive e nem agora tenho, mas quando alguma coisa acontece de menos bom na minha família ou amigos deixo-me ir um pouco abaixo; nesse aspecto tenho que mudar; tenho que saber optimizar as coisas, tenho que aprender a esperar. E mais uma vez, vou pensar: amanhã, quem sabe...não começarei a mudar? Não começarei a pensar que o que está a acontecer por algum motivo foi e que tudo se irá solucionar de uma maneira positiva? Tentarei! Uma boa semana e muitos beijinhos
    Emília

    ResponderExcluir
  3. É realmente a super abundância de vida da adolescência que se revela num constante ousar, sem receio, daquilo que pode parecer, à partida, impossível. Uma sede de experiências, de sensações. Há que virar o mundo do avesso.Depois, chegados à idade adulta parece que a capacidade de arriscar se afasta cada vez mais: Receamos errar, queremos tudo "direitinho", sem deslizes de maior.Só que a vida não é vida sem erros e acertos, derrotas e sucessos, num ciclo que nunca cessa porque "a única coisa que nunca muda é que tudo está sempre a mudar." Essa capacidade de arriscar está grandemente alicerçada na confiança e nós agradecemo-vos, do coração, toda a confiança que nos transmitem. Muito obrigada Sónia e Emília por toda a força que nos dão e por fazerem com que cada primeira vez tenha agora um sabor mais especial. Um abraço amigo

    ResponderExcluir