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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Bom domingo!

Rubinstein explicava, numa entrevista, que, à medida que começou a envelhecer, passou a: 
1. Tocar poucas peças – Selecção. 
2. Praticar as mesmas peças mais vezes - Optimização. 
3. Usar uma espécie de impression management para compensar a perda de velocidade mecânica, introduzindo notas lentas antes de segmentos rápidos, fazendo assim com que estes segmentos parecessem ainda mais rápidos – Compensação.
Esta orquestração da selecção, optimização e compensação não deverá ser exclusiva da velhice e sim, fazer parte integrante do nosso processo de desenvolvimento ao longo do ciclo da nossa vida.
Bom domingo!

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Estar lá, simplesmente

imagem retirada da internet


Arrumando revistas e papéis deparo-me com dois artigos de David Servan-Schreiber cujo aspecto essencial comum é o de mostrar o poder do afecto, esse poder que não cura as feridas físicas, mas as da alma, da solidão, do medo e, até mesmo, da dor.
A partir de experiências realizadas na Universidade de Wisconsin (EUA), Richard Davidson avaliou (através de ressonâncias magnéticas) o medo e a dor em mulheres submetidas a pequenos choques eléctricos. Se fossem deixadas sós durante a experiência tinham medo e sofriam fisicamente. Se alguém do laboratório que nunca tivessem visto antes lhes desse a mão, sentiam menos ansiedade, mas a dor mantinha-se. No entanto, se fosse o seu marido a segurar-lhes a mão, tudo se acalmava no seu cérebro. Existe algo de muito forte no contacto físico, algo tão forte como um medicamento que possa proporcionar a acalmia da dor e do medo. E quanto mais forte for a relação, maior a eficácia do “medicamento”.
Este amor que temos àqueles que nos são próximos é, por vezes, posto a duras provas. Mas é, justamente, nessas alturas que ele é capaz de mostrar o seu poder transformador. David Servan-Schreiber conta-nos a história de uma mulher cujo filho depois de alguns episódios psicóticos que tinham tido como desenlace um internamento que só o levara à cólera contra  a mãe e ao abandono da casa materna. Esta mulher ficara sem qualquer notícia do filho a não ser de alguns amigos de infância que ele, por vezes, contactava. Todas as manhãs acordava angustiada: “Qual seria o futuro do seu filho?” Ao fim de seis meses de angústia conseguiu saber onde ele estava e dizer-lhe que o esperaria, numa localidade próxima, no dia do seu aniversário. O dia chegou e ela esperou várias horas, tentando descortinar no meio de todas as silhuetas que se lhe assemelhavam, uma que pudesse ser a dele. Nada. Até ao momento em que, ao voltar-se, o viu aparecer no seu campo de visão. Muito magro e sujo, passa por ela, de olhos baixos, dizendo como se fosse para ele próprio: “Porque é que estás aqui? Detesto-te, nunca mais te quero ver.” Profundamente abalada a mãe só teve tempo de lhe gritar, antes de ele desaparecer, “Bom aniversário!”, pensando que nunca mais o veria.
Mas… Ele voltou e ao fim de quatro anos acabou por aceitar o tratamento de que necessitava e lhe possibilitou a reconstrução da sua vida. Neste período foram muitas as conversas que teve com a sua mãe e delas ficam estas palavras: “Quando o meu espírito estava agitado, a única coisa que tinha de sólido na minha vida era saber que fosse o que fosse que acontecesse, tu estarias lá para mim.” E ela tinha estado, mesmo na mais profunda impotência, tinha dado o sinal do amor que nos resta, por vezes, dar. Aquele que diz: Estou aqui. Estou contigo, sempre.
 Teresa

Conectarmo-nos com o nosso poder



        VAMOS: 
  • Sentir mais
  • Parar de reagir
  • Ser mais criativos nas nossas expressões
  • Cooperar com todos aqueles que apareçam nas nossas vidas a cada momento

sábado, 11 de fevereiro de 2012

2012, UM MUNDO MAIS HUMANO?

Desde 1997, ano a ano, o Trend Observer detecta e hierarquiza as tendências do nosso Mundo. O estudo realizado em 2011 no perímetro geográfico França, Grã-bretanha, Suécia, Itália, EUA e Japão, aponta a “rehumanização” do mundo como a grande aspiração do ano de 2012. Uma demanda de experiências concretas, contacto físico; uma demanda de sentido, coerência; uma demanda de estabilidade, segurança; uma demanda de convivialidade, de confiança.
Reduzir a aceleração das nossas vidas, adoptar ritmos mais humanos, conectarmo-nos ao que realmente importa, encontrarmo-nos, enfim, num mundo mais humano são os grandes desejos da nossa época. Desejos que nos tranquilizam quanto ao futuro que construiremos para os realizar. 
Fonte: Ipsos

A nossa grande responsabilidade




Se tudo correr bem, todos seremos, um dia, “pessoas idosas”…


A nossa grande responsabilidade para as gerações que nos sucedem é a de nos prepararmos para envelhecer bem. Não só do ponto de vista psíquico, mas também no combate a tendências preconceituosas e enraizadas, na criação de estruturas sociais acolhedoras e na promoção de uma outra perspectiva do envelhecimento. Envelhecer da forma mais serena e inteligente possível. Se pudermos transmitir uma arte de envelhecer feliz, em leveza, ofereceremos algo, de facto, às novas gerações. Devemos também falar frontalmente e não silenciarmos os nossos medos para, em conjunto, encontrar as forças que permitam ultrapassá-los: Dialogar, expandir os nossos laços de Amor. Porque, “quando há Amor, há soluções.”