Follow by Email

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Viver com base no amor ou no medo

"O nosso medo mais profundo é saber que somos mais poderosos do que qualquer expectativa.
Todos podemos brilhar, tal como o fazem as crianças. 
E quando deixamos que a nossa  própria luz brilhe, damos inconscientemente aos outros a oportunidade de fazerem o mesmo.
Conforme nos vamos libertando dos nossos medos a nossa presença liberta automaticamente os outros."
Marienne Williamson

 “Não precisa de se perguntar qual é o seu propósito. Encontrá-lo-á sempre ajudando os outros (…) Tocar a vida de alguém vale mais do que qualquer fortuna (…) Não importa a que se dedique (…) o que importa é que dirija a sua atenção para como servir os outros (…) A vida converte-se nestas três virtudes: Como posso ajudar, ser amável, sentir veneração.”
Final do filme “Ambition to meaning: Finding Your Life´s Purpose”


Vivemos um período de mudanças exponenciais a todos os níveis. Um tempo em que, se quisermos avançar, temos de fazer como a águia: Passar por um processo de transformação profunda. As mudanças que enfrentamos não têm precedentes na história da humanidade e para lidar com elas precisamos, tal como a águia que se livra do bico, das unhas e das penas, de nos libertar de costumes, ideias, tradições, medos…

O medo… Uma das grandes amarras que domina as nossas vidas nestes tempos de incerteza: Medo do que nos espera no futuro, medo da mudança, medo da perda…

O medo, como a dor, é um reflexo natural indispensável para a sobrevivência, pois permite detetar, de antemão, circunstâncias perigosas. No entanto, na nossa espécie, o papel do medo evoluiu e expandiu-se para lá da sua missão de anteciparmos perigos tangíveis. Angustiamo-nos não só pelos nossos problemas, como pelos dos nossos familiares, amigos e desconhecidos, antecipamos situações, danos imaginários, ameaças futuras. Quanto sofrimento humano causado por males que nunca ocorreram!

O medo (e a ansiedade que se lhe associa) talvez seja um dos efeitos mais daninhos da época que vivemos. Não obstante, surge-nos, também, um efeito paralelo: O aumento da solidariedade, da consciência social em amplos setores da população.

Consciência social é a grande luz do nosso caminho futuro. Ignoramos como será o mundo dentro de cinco ou dez anos, sabemos que vai ser muito diferente, mas que os valores e princípios que alicerçam o nosso pleno viver são os mesmos. E, como diz Sergio Fernandez, “só se pode viver com base no amor ou no medo”. 
"Cada decisão que tomamos, cada atividade que desenvolvemos, cada pequeno gesto... fazemo-los movidos pelo amor ou pelo medo."
O contrário do amor é, de facto, o medo.  Viver sem medos é uma decisão que nos transporta para a luz que nos resgatará destes tempos difíceis.
 


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

"Procurem as soluções no interior"



É já conhecida a história de Barefoot College (a Universidade dos Pés Descalços), um dos mais poderosos, inovadores e criativos projetos do nosso tempo. Retomamo-la aqui pelo quanto nos inspira e alicerça o nosso acreditar na força dos ideais.
No subcontinente indiano, como noutros continentes, existem pessoas que vivem com dois dólares por dia, ou menos. Em Portugal existem 2 milhões de pessoas com sete euros por dia que, no nosso meio, correspondem praticamente ao mesmo, mas estas pessoas têm acesso á eletricidade, água, alfabetização, cuidados de saúde, apoio social mínimo… Em muitos lugares da Ásia, África, América, nada disto existe, somando-se, ainda, a privação de muitos direitos, nomeadamente das mulheres, e a discriminação.
Não ficar de braços cruzados perante esta realidade, acreditar que cada um dos nossos atos é importante para que ela mude, é o caminho que nos aponta Bunker Roy. 
Roy fundou, em 1972, o Centro de Investigação e Trabalho Social, primeira pedra do Barefoot College. O programa foi ampliado até se tornar o que é hoje, um dos maiores centros de pesquisa, inovação e educação no trabalho com a pobreza. 
O BC formou mais de 3 milhões de pessoas no mundo, engenheiros, médicos, empreiteiros, arquitetos, professores, tecelões, pedreiros, ferreiros, técnicos de comunicações, cozinheiros, operários. Todos os graduados desta faculdade eram analfabetos, ou semianalfabetos, quase todos eram mulheres oprimidas e idosas. Mulheres sem direitos ou afastadas do controle  das suas vidas são hoje líderes de projetos. E criaram sistemas de energia solar onde não havia luz elétrica, construíram sistemas de rega, casas e fundaram escolas onde ensinam outras mulheres. O BC criou um programa de educação noturna para crianças (que não podem frequentar a escola diurna). Estas crianças auto organizam-se segundo as regras democráticas e revelam os bons resultados da transferência de responsabilidades tradicionalmente atribuídas a adultos. 
Sim, uma ideia pode mudar o mundo, o ser humano supera-se a cada momento… Procuremos as soluções no nosso interior e escutemos as pessoas que têm as soluções diante de nós. "Elas estão em todo o mundo."