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sexta-feira, 25 de março de 2011

Reaprender o silêncio



Barulho, palavras vazias, interrupções constantes, zunzunzuns, conversas paralelas, toques de telemóvel, decibéis sobre decibéis…  A nossa sociedade precisa de reaprender o silêncio. Reaprender a  escutar-se e escutar.

4 comentários:

  1. Há anos que me proponho aprender o silêncio... e é difícil. Mas sei que é um precioso meio de nos descobrirmos e aos outros e ao mundo e ao tanto que não sabemos e sabemos ser sabermos...
    Gostei profundamente.
    Obrigada.
    E mais não direi.
    Beijinho
    Isabel

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  2. Quanta sabedoria nesta mensagem! O nosso mal é não sabermos observar...não sabermos escutar...não sabermos enxergar. Há mais sons além das nossas palavras, mas o barulho que existe ao nosso redor não nos deixa escutar e, na relaidade, não estamos nem um pouco interessados.Há muita pressa, muita ansiedade, muita falta de respeito também pelos outros; os telémoveis tocam em qualquer lugar e as pessoas nem se compadecem de quem está ao lado; atendem ali mesmo falando alto e obrigando-nos a ouvir o que não nos interessa; muitas vezes somos até obrigados a interromper a conversa que estavamos a ter com alguém, calmamente sentados num café ou até num restaurante. Lembro-me sempre de uma coisa que li sobre a Adriana Calcanhoto; dizia ela que não entendia por que as pessoas não gostavam de um pouco de silêncio; " vai-se a um consultório, lá está a televisão ou o radio ligado " em qualquer lugar onde se tenha de esperar um pouco, lá tem a música ou a televisão" dizia ela. Nunca me esqueci disto porque eu gosto do silêncio; as pessoas que me conhecem ficam admiradas por eu não ligar a tv nem o rádio quando estou em casa; a televisão só ligo para ver as notícias às 20h e mais tarde a sic noticias para ver os interessantes programas que lá passam; sempre fui assim; não sei se seria melhor ouvir um pouco de música...às vezes até tento e ligo o rádio, mas, no dia seguinte já não o faço.Não adianta...o silêncio da casa faz-me uma boa companhia. Infelizmente temos muito a aprender com os indigenas, mas já não vamos a tempo, pois a nossa civilização também se encarregou de os exterminar quase por completo. Um beijinho, amigas e parabéns por tão bela mensagem e tão oportuna também. Um bom fim de semana
    Emília

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  3. Isabel
    Já há um tempo que ando a pensar postar sobre o silêncio. Lembras-te de te falar que José Tolentino Mendonça tinha referido que precisamos de Mestres do silêncio? Agora comecei a ler o último livro dele (suponho que já leste) e fiquei presa nas suas palavras sobre o silêncio. Principalmente na frase que cita de Bruno Munari: "Uma árvore é uma semente que cresce devagar e em silêncio." Devagar, sem pressas, em silêncio. Sei que cresces, cada vez mais. Um abraço

    Emília
    É também uma grande companhia minha, o silêncio. Mas sinto, cada vez mais, os espaços impregnados de ruído, uma fobia, quase, por um gde número de pessoas ao silêncio. Será que nos voltaremos a consciencializar que ele é tão necessário para o nosso equilíbrio? Tenhamos esperança que sim. Um feliz domingo, amiga!
    Teresa

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  4. ..."Devagar, sem pressas, em silêncio"...
    ... quem me dera conseguir tudo isto de forma mais contínua e proveitosa!...
    ...mas ainda há muito ruído à minha volta... e em mim também, querida Teresa.
    Cresço. Cresço?
    Há dias em que acredito. Outros, não sei.
    Um beijo grande, minha amiga... e obrigada, sempre.
    Isabel

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