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segunda-feira, 14 de março de 2011

Liberdade de Ser e Não Ser

 Não sei de quem é a frase que diz que a felicidade é a realização na idade adulta dos sonhos da adolescência, mas faz-me sentido. Crescer é acima de tudo sermos cada vez mais nós, mais autênticos, mais destemidos, sem o receio do olhar, do juízo, do preconceito. Fácil? Nunca, mesmo com as baterias da auto estima todas carregadas. Possível? Sem dúvida. Com preserverança e desejo de seguir em frente. Acima de tudo, sem a tentação paralisante de que a culpa está nos outros. Afinal, é mais fácil mudarmo-nos do que mudar os outros. Talvez resida aí o início do caminho para a viagem do SER.
Acrescento umas citações às da Teresa:

(...) “ Por vezes, usamos a mente para esconder uma parte do nosso ser de uma outra parte desse mesmo ser.” (...)
in pág.49, O Sentimento de Si, António Damásio, Pub. Europa América, Lisboa

(...) “ Fazer apenas o que a natureza dita só pode agradar àqueles que não conseguem imaginar mundos melhores e alternativos, àqueles que pensam que já estão no melhor dos possíveis mundos.” (...)
  (R. Descartes, 1637, The Philosophical Works of Descartes)
  in pág. 259,O Erro de Descartes, António Damásio, Pub. Europa América, Lisboa

Ode
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou excluí.
Sê todo em cada coisa. Põe tudo quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
 Fernando Pessoa (Ricardo Reis)

(…) “ se o Mundo não foi feito para ti, sê feliz pensando que foste feito para o Mundo. És uma página importante do livro da vida. Sem ti, o Mundo estaria incompleto.
  Spinoza

Desculpem-me a presunção: Para quê tantas horas a explicar aquilo que somos? Não há que explicar aquilo que somos. Há que ser. O que os outros pensam é da inteira responsabilidade deles próprios. A nós cabe-nos a lucidez de sermos (e não sermos) e aceitar as consequências. Alexandra Pelágio

Um comentário:

  1. Tem sido... é, a minha procura, a minha jornada, a minha busca...eterna???
    como costumo dizer, por vezes dói e dói fundo esta consciência de sermos... e de sermos como somos, tantas vezes pequenos demais na capacidade dessa descoberta, dessa aceitação, dessa inteireza... mas por isso mesmo, continuamos aceitando o mais que pudermos aprender... a aceitar as consequências.
    Obrigada Alexandra
    (agora já sei quem é a Alexandra Pelágio! Obrigada uma vez mais!)
    Isabel

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