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domingo, 8 de maio de 2011

Bom domingo e boa semana!

“Não perguntes à vida o que ela te pode dar, mas sim o que lhe podes oferecer a ela.”
                                                                                                              Viktor Frankl

“Tudo pode ser retirado a um homem, excepto a última das liberdades humanas: Escolher a atitude a seguir perante determinadas circunstâncias, escolher o seu próprio caminho.”
                                                                                                                 Ibidem


Foi no horror da vivência em quatro campos de concentração (nomeadamente os de Auschwitz e Therezin), durante o período compreendido entre 1942 e 1945, que Viktor Emil Frankl, médico psiquiatra austríaco, se confrontou com a grande questão existencial que daria origem à sua obra terapêutica: Que sentido encontrar na vida para nos dar motivação, coragem de continuar?
“Reduzidos a condições de miséria e pavor, homens e mulheres habitualmente medíocres elevavam-se à dimensão de santos e heróis, mostrando-se capazes de extremos de generosidade e auto-sacrifício sem a esperança de outra recompensa senão a convicção de fazer o que era certo. A privação despia-os da máscara de egoísmo biológico de que os revestira uma moda cultural leviana e trazia à tona a verdadeira natureza do ser humano: a capacidade de autotranscendência, o poder inesgotável de ir além do círculo dos seus interesses vitais em busca de um sentido, de uma justificação moral da existência.”
O que sustentou Frankl durante os seus anos de cativeiro foi o seu grande interesse pelo comportamento humano , concluindo, depois, que esse interesse o havia salvo. Esse sentido não se tratava de um sentido para a vida em termos gerais, mas um sentido pessoal. Cada indivíduo deve encontrar e dar-se um sentido para existir, uma razão única e singular.
Seriam três, as vias que, segundo Frankl, permitiriam esse encontro:
 (1) Criando um trabalho ou realizando um feito notável,  ao sentir-se responsável por terminar um trabalho que depende fundamentalmente dos seus conhecimentos ou da sua acção.
 (2) Experimentando um valor, algo novo, ou estabelecendo um novo relacionamento pessoal. Este é também o caso de uma pessoa que está consciente da responsabilidade que tem em relação a alguém que a ama e espera por ela.
 (3) Adoptando uma atitude em relação a um sofrimento inevitável, com a consciência de que a vida ainda espera muito da nossa contribuição para com os demais.

BOM DOMINGO!


6 comentários:

  1. "...escolher o seu próprio caminho"...
    Foi muito importante para mim ler este post... com ele confirmar, ajustar, objectivar e ordenar ideias, sentimentos, posturas e a luta pela procura, ajustamento e prossecussão do próprio caminho...
    Bem-Hajas, Teresa, ´
    e uma preciosidade e um privilégio enorme teres cruzado o meu caminho
    Obrigada.Obrigada por tudo!
    Sempre,
    Isabel

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  2. Mensagem bem necessária na actual conjuntura!
    Boa meninas!!! :-)

    Uma boa semana cheia de esperança, força e... optimismo! :-D

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  3. Gosto muito mesmo deste Optimismo em Construção!
    Continuem pois é sempre necessário "construir" o nosso caminho com base no optimismo, o que ás vezes torna-se difícil.
    Nada como alguém para nos lembrar...
    Obrigada pela partilha de boa energia!

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  4. " Construir o nosso próprio caminho" é o que temos de fazer e ninguém o pode fazer por nós. Nós crescemos todos com um oblectivo de vida que começa por pensar na profissão que gostariamos de ter, depois arranjar emprego e constituir família; são em geral estes os nossos primeiros objectivos de vida. Nem sempre, porém, nos sentimos realizados com eles, ou porque as escolhas não foram as melhores ou porque a vida não permitiu que fizessemos as que sempre pensámos fazer. Às vezes temos coragem e chances de mudar, chances de realizar os nossos sonhos, mas outras vezes não e aí vem a insatisfação pessoal e a falta de incentivo, pois não estamos a realizar aquilo que gostariamos. Chega, no entanto um fase da vida em que de novo temos que procurar objectivos, construir novos caminhos. A nossa carreira chegou ao fim...é altura de dar lugar aos mais novos; os filhos voaram e já não precisam mais de nós. É uma fase dificil, uma época em que o tempo parece não passar, pois não temos tarefas para lhe dar. Começam as tristezas, a sensação de inutilidade e muitas vezes as depressões. Não é fácil escolher novos caminhos, mas é urgente que se faça. Há que descobrir em nós novas aptidões, que com toda a certeza existem, e tentar com elas descobrir os novos caminhos, traçar novos objectivos para que nos sintamos de novo úteis e realizadas. Sei por experiência própria que não é fácil, mas que é possível; descobri em mim aptidões que nunca julguei ter e lá vou, com elas, preenchendo os meus dias e tentando ser útil. Temos que pensar que, enquanto estivermos nesta caminhada a vida exige sempre algo de nós e se nada lhe oferecermos, nada receberemos em troca. Parabéns pelo tema, pertinente com sempre. Um bela semana. Um beijinho
    Emília

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  5. E agora peço um favor:

    Podem assinar e divulgar?

    Petição pela proibição do cultivo de variedades de organismos geneticamente modificados (OGM) na Região Autónoma dos Açores

    http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N9685

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  6. Isabel, Sónia, Ana Teresa e Emília
    São palavras como as vossas que nos enchem de ânimo para continuarmos. Muito obrigada pelo quanto nos energizam também. Um grande abraço e um resto de semana bem ao som da música dos vossos desejos.
    Teresa
    Nota: Vou já assinar a petição, Ana, e divulgaremos na escola.

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