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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O surf como metáfora da Vida

“Surfar é, sobretudo, aceitar remar”

 imagem tirada daqui

 Na vida, como sobre as ondas, a grande arte consiste em acompanhar o movimento. Não resistir, mas aceitar o movimento da vida e permitir que ela flua em nós. Aceitar não significa “cruzar os braços”, permanecer passivo. Pelo contrário, implica um estado de actividade intensa para permitir acolher a força invisível do que nos é dado viver e deixar agir o seu poder absoluto. É esta aceitação que o surf nos mostra com nitidez, pois é graças à aceitação que o surfista permanece na prancha e exerce a sua arte. 
O surf é uma escola de humildade em que a alegria de deslizar nas ondas é indissociável do esforço necessário para lá chegar. Naquele eterno recomeço tudo pode mudar num instante: O vento, a maré, o tempo. Uma vivência plena do instante que nos ensina a quebrar, na nossa atitude quotidiana, a tendência para a acção automatizada e a aprender a viver mais conscientemente.
O surf mostra-nos relações de fluxo, de reciprocidade, de equilíbrio e adaptação ao meio envolvente: A vida no seu fulgor. Ensina-nos, também, a sobreviver às marés baixas da existência. Como grande exemplo deste ensinamento deixamos-vos o vídeo da SURFaddict - Associação Portuguesa de Surf Adaptado, a primeira associação de surf adaptado da Europa: Uma inspiração para a nossa vivência quotidiana.
 


5 comentários:

  1. Eu já gostava de aprender a surfar antes, mas agora então...

    Muito bem escrito Teresa!
    Beijinhos e boas férias!

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  2. o mar em si tem muito para nos dar e ensinar... mas é espantoso o que se pode fazer para ajudar quem não consegue por meios próprios fazer um pouco dessa aprendizagem. Muito se tem escrito sobre o surf... e deve realmente ser uma experiência única!!!
    Obrigada
    Isabel

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  3. Queridas amigas

    Para mim
    sempre que vejo alguém surfar,
    não consigo deixar
    de sentir o perfume
    da liberdade,
    do desafio,
    do encontro
    do corpo com a vida.


    Que haja sempre em ti,
    o olhar da alegria.

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  4. Sónia, Isabel e Aluísio
    Queridos amigos, peço desculpa de só agora vos responder e agradecer as vossas palavras que tão bem me fazem. Sei que já o disse várias vezes, mas creio que não me cansarei de repetir: É mesmo muito bom sentir a vossa companhia e amizade aqui presente. Um forte e grato ABRAÇO!

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