segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

BOA SEMANA!


O grande desafio do nosso percurso na terra é termos a capacidade de transformarmos o desespero num facho de luz que empunhamos em benefício dos outros (…)
Dar o que está ao nosso alcance: Um sorriso, uma mão, a alegria de viver, uma palavra de confiança, uma expressão de conforto. Acreditar que a beleza das coisas está muitas vezes num instante, num pormenor, num pequeno nada. Viveremos momentos de desânimo, momentos em que nos apetecerá desistir, momentos em que nos sentiremos esgotados. Mas que nunca sejamos assaltados pela tentação da desistência, da ideia de que somos incapazes de inverter o curso dos acontecimentos. “Ninguém comete erro maior do que não fazer, só porque pode fazer pouco”. (…) A verdadeira alegria das nossas vidas não nos é dada pelo conforto, pela riqueza, ou pelos elogios dos outros, mas por termos feito algo que valeu a pena.”
                                                                                     João de Bragança

domingo, 30 de janeiro de 2011

Consumo colaborativo



 Surgiu um movimento baseado  numa mudança comportamental profunda: O consumo colaborativo. A ideia é simples: Emprestar ou trocar objetos que  possuimos (e já não nos sirvam) com outras pessoas, por meio de redes sociais ou de empresas que estão a surgir para mediar essa relação. Uma volta renovada ao passado. Uma volta, sim, mas uma volta que traz uma transformação profunda: Uma mudança de mentalidades. Uma mudança de atitude: Evitar a compra e buscar novas formas alternativas de ter aquilo que necessitamos.
 Para Rachel Botsman, autora do livro What's Mine is Yours: The Rise of Collaborative Consumption, este movimento faz parte do pensamento que surge com a popularização da internet, na qual a noção de propriedade privada muda significativamente. Tudo se partilha: informação, livros, carros, bicicletas, objetos velhos que você não usa, mas que alguém pode usar. Termina a hegemonia do hiperconsumo, aumenta o espaço do consumo colaborativo. 
Uma ideia poderosa? Não há dúvida que a internet dá uma voz cada vez mais activa a pessoas que calavam as suas vontades. Será que pagaremos os produtos pelos serviços decorrentes do seu uso e não para os possuirmos? Será que as empresas participarão deste movimento e mediar esta nova relação de consumo? Deixamo-vos estas questões para reflectir nesta tarde de domingo.


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Aceitação




“Não se pode guardar o vento dentro de uma caixa”

No seu blogue Christophe André fala-nos dos fenómenos com que somos confrontados, ao longo da nossa vida, que nos ultrapassam. Podem ajudar-nos, fazer-nos crescer, mas também nos podem magoar, destruir e fazer sofrer.
"Alguns fenómenos são exteriores: podem tratar-se de forças da natureza, como o vento, ou uma cadeia de acontecimentos a que alguns chamam destino. Outros ocorrem dentro de nós: toda a nossa vida emocional – amor, medo, tristeza, cólera. Será ilusório pensar que estão, totalmente, sob o nosso controlo. Tal como o vento, as nossas emoções são poderosas, são forças que não se detêm. Evidentemente, não as podemos guardar dentro de uma caixa. Será que não temos outra alternativa senão a de nos resignarmos?
Não, necessariamente. Aceitação não é renúncia. O vento que destrói tudo aquilo que lhe faz frente é o mesmo que faz girar os moinhos, ou avançar os barcos. Se aceitarmos que é mais forte do que nós e se reflectirmos naquilo que nos pode trazer, compreenderemos que o bom caminho não será o de o prender numa caixa, mas sim de saber tirar o que de melhor nos pode oferecer."
Aceitar não significa não-agir, mas agir melhor. Estamos habituados a lutar contra a realidade que, de alguma forma, nos incomoda, a reagir impulsivamente a tudo o que nos provoque qualquer tipo de contrariedade. Gostaríamos de prender numa caixa as emoções que nos perturbam. Além de ilusório, seria muito arriscado. As nossas emoções só nos podem servir em liberdade, em aceitação. Não podem ser suprimidas, ou aprisionadas. Só assim podemos ser “moleiros” do nosso destino. 

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

BOA SEMANA!



"Sabes, disse-me um velho amigo congolês, na nossa terra para passarmos de uma idade para outra temos de fazer um exame. (...)
Não é um desses exames que vocês fazem nas universidades, em que custe o que custar, à hora estipulada, num feixe de nervos, têm de desbobinar tudo o que aprenderam à pressão, nã! nada disso: É um exame completamete diferente. Queres um exemplo? Quantos anos tens? Então, para entrares no grupo dos trinta e oito anos terias de dar provas de que as plantas se desenvolvem sob os teus cuidados, e que tudo o que for plantado por ti germina. Se, com a tua idade, o reino vegetal reage mal à tua presença é porque existe algum bloqueio em ti, algo que ficou atrofiado e que faz de ti uma ameaça para a comunidade. Seria evidente que não terias tomado bem conta do teu corpo e da tua alma; impunha-se proceder à tua recuperação. (...)
E a ti, pergunto-lhe, que prova é que te espera?
- Aos cinquenta e dois anos, são-me concedidos três dias e três noites para ajudar uma família devastada pela morte de um ente querido, a superar o seu desespero e a transformá-lo em força viva. Se conseguir, serei admitido entre os meus. 
E acrescenta, acompanhando as palavras de gestos largos das suas esguias mãos negras:
Deste modo a nossa responsabilidade perante a criação aumenta com o passar dos anos, como os circulos que se formam quando atiramos uma pedra num lago e que vão aumentando em direcção à margem."
C. Singer, As idades da vida

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Generosidade



"AGRADEÇA ASSIM QUE DÁ

Aprenda a sentir o prazer que existe no facto de dar. E agradeça, interiormente, o  beneficiário da sua generosidade, pois ele permite-lhe, sem o saber, fazê-lo entrar com a melhor parte de si mesmo. Aquela que dá sem se sentir desapossada, aquela que tem a consciência da infinita riqueza da troca e da partilha."



Muitos são os que encaram os comportamentos generosos com desconfiança e consideram as demonstrações públicas moralistas e sentimentalistas. O amor ao próximo - a capacidade para assumir a vulnerabilidade dos outros e, por conseguinte, também a sua - é visto como um sinal de fraqueza. No entanto, a dedicação ao próximo é um sinal de força e uma das fontes de maior fortalecimento que podemos experimentar. Das mais gratificantes também. Segundo Donald Winnicott, "um sinal de saúde mental é a capacidade de nos imaginarmos a entrar de forma precisa nos pensamentos, sentimentos, esperanças e medos de outra pessoa e permitirmos que o outro faça o mesmo connosco." A capacidade de entrar na pele do outro é um dos melhores indicadores de bem-estar, o reflexo do prazer da existência. Poderão, então, alegar que o amor ao próximo é uma forma de narcismo disfarçado. Que seja! Como diz Francis Hutcheson "Se é amor em si mesmo deixá-lo (...) não há nada melhor, nada pode ser mais generoso" ou ainda, citando Rousseau, no seu "Emílio", só uma criança que se trata bem e gosta de estar viva "procura expandir o seu ser e diversão" a outros.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

BOA SEMANA!

"Não temos nas nossas mãos as soluções para todos os problemas do mundo, mas diante de todos os problemas do mundo temos as nossas mãos."

F. Schiller


 
Não precisa abdicar da sua vida para ajudar os outros. Aqui ficam algumas ideias, divididas por tempos diferentes, para mostrar que há sempre possibilidade de ajudar, por mais atarefada que seja a sua vida.

UM SEGUNDO
PESQUISE NO GOOGLE SOLIDÁRIO
Ao pesquisar nesta versão solidária do Google está a ajudar a angariar dinheiro para instituições de solidariedade social e outras entidades sem fins lucrativos. Faça do Google solidário a sua página de entrada:

UM MINUTO
DÊ 0.5 POR CENTO DO SEU IRS
Basta fazer uma cruz num dos impressos do IRS e escrever o nome da instituição a quem quer destinar 0.5 por cento do seu IRS.

5 MINUTOS
COMPRE ESPERANÇA
A Store, loja da Cruz Vermelha Portuguesa, é um espaço onde qualquer pessoa pode escolher uma causa - o tamanho da ajuda, conhecer essa causa num provador, dirigir-se à caixa e fazer o pagamento num gesto de solidariedade.
Store, Dolce Vita Monumental, piso -1 (Saldanha)
10 MINUTOS
APADRINHE UM ANIMAL
Lá porque não pode adoptar um animal, não significa que não possa contribuir para que um seja mais feliz, ajudando-o nos seus gastos. Mais informações: www.sosanimal.com ou www.uniaozoofila.org

30 MINUTOS
DÊ SANGUE A QUEM PRECISA
Os nossos hospitais precisam e quem sabe se algum dia não será você ou algum próximo a precisar.

UMA HORA POR SEMANA
AJUDE A UNIÃO ZOÓFILA
Se gosta de animais vai adorar este “trabalho”. Contacte a União Zoófila e veja o que pode fazer.

QUATRO HORAS POR SEMANA
ACOMPANHE DOENTES
No hospital Santa Maria os voluntários ajudam na deambulação do doente pelo hospital, nas refeições do doente e a fazer pequenos recados (Associação dos Amigos do Hospital de Santa Maria).

UMA TARDE POR SEMANA
“ADOPTE UM AVÔ”
A solidão é um dos maiores problemas com que se debatem os idosos e por este motivo surgiu uma associação de apoio a estas pessoas – Associação do Coração Amarelo. A ideia é que o voluntário faça companhia às pessoas, vá a sua casa, escreva uma carta, ajude a preencher documentos ou acompanhe o idoso nas suas saídas.

PODE AINDA
TORNAR-SE UM AMIGO DE PESO
O conceito do Programa Transferência é converter em dinheiro o excesso de peso dos indivíduos aderentes nos países desenvolvidos e transferi-lo, através de uma Organização não Governamental, para as populações mais desfavorecidas dos países em vias de desenvolvimento. Todo o peso que tiver a mais, será doado em euros para ajudar a nutrição e vacinação nesses países. www.transferenciadepeso.com

Fonte: Time Out






sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Ano Europeu do Voluntariado

"Mimados pela Vida

No mundo do Voluntariado a palavra de ordem é "compromisso". No dia em que se decide fazê-lo, assumimo-lo  primeiro interiormente e depois para com quem nos propomos ajudar.
Depois, é só deixarmos que a vida nos mime.
Ser Voluntário é  ser "Mimado pela Vida". Ser Mimado pela Vida, pela aprendizagem, pela troca que existe nesta respiração de dádiva mútua.
Expiramos amor, mãos, olhares, toques, calor humano, sorrisos, palavras soltas de conforto, inspiramos coragem, mais amor, mais força, mais perseverança, mais determinação, mais conhecimento, para cada vez mais e melhor podermos desempenhar a nossa “Missão”, com amor, humildade e seriedade, três componentes imprescindíveis para que desta troca respiratória saia um ar saudável, sem poluição.
O meu trabalho de voluntariado desenvolve-se, principalmente, através de uma Associação  de Pais e Amigos de Crianças com Cancro. Quinzenalmente, num hospital da cidade de Lisboa deixo um pouco de mim e trago lições de vida que enriquecem o meu ser. É como um vício, quanto mais dou, mais quero dar.
Num mundo atormentado pela palavra “crise” é bom ver-se que na Europa se cria um dia para o Voluntariado. Há que consciencializar os cidadãos, tocar corações, apelar sensibilidades para que se veja que ao nosso lado pode haver alguém a precisar de nós.
Se cada um de nós conseguir dar as mãos ao seu vizinho, quem sabe um dia  conseguimos  numa roda abraçar o mundo. Eu tento e você?"

Filomena Saraiva




“SÊ VOLUNTÁRIO! FAZ A DIFERENÇA” é o slogan deste novo ano que estamos a viver:  
"O Ano Europeu do Voluntariado". Um ano que é simultaneamente um desafio e uma celebração. Uma celebração da dádiva de cerca de cem milhões de voluntários europeus, um desafio para todos nós  (cerca de três quartos da população europeia) que ainda não participamos em qualquer actividade de voluntariado. Vamos abraçar o mundo?

Nota: O texto de Filomena Saraiva é uma das histórias  do site http://europa.eu/volunteering/pt-pt 
que vos recomendamos vivamente.