domingo, 22 de maio de 2011

BOA SEMANA!

“Você tem de possuir os seus dias e tratá-los pelos nomes próprios
A cada um deles, a todos eles,
Caso contrário o ano passa
E nenhum deles lhe pertence.”
Herber Gardner

Neste domingo deixamo-vos três sugestões para viver cada dia com a consciência do coração e entrar mais em sintonia com o que é verdadeiramente importante.

1º) Reservar os primeiros minutos da manhã para criar a sua própria página do dia: Os seus “títulos do coração”- escutá-lo e falar com ele. “O que é mais importante na minha vida agora? Onde pretendes que eu vá? Quem necessita de toda a minha energia, tempo e atenção? O que pretendes que eu diga e a quem?”


2º) Lembre-se de, sempre que possa, conectar-se  com a natureza: Respirar profundamente, entrar em sintonia com o silêncio que está para além do espaço e do tempo. Parar. Regressar ao ritmo original. Porque, com nos diz Lao Tsé, “a natureza não tem pressa, todavia tudo se cumpre.”



3º) Finalizar o dia com um exercício de consciencialização: Compilar uma lista dos momentos (experiências, relacionamentos, lugares, pessoas, livros, músicas, filmes, acontecimentos…) pelos quais se sente agradecido. Note-se que este exercício só funciona se for praticado. Na compilação deve ser incluída, em cada entrada, um “quê” e um “porquê” (igualmente importantes porque o objectivo não é apenas criar uma lista, mas sim reconhecer o que aprecia e valoriza na vida).


quinta-feira, 19 de maio de 2011

O caminho da gratidão

   
"Devo agradecer aos deuses terem-me dado bons antepassados, um bom pai, uma boa mãe, uma boa irmã, bons preceptores, bons amigos, tudo o que se pode desejar de bom."
Marco Aurélio


       A surpresa de uma nova dádiva aguarda-nos a cada passo do nosso caminho dando-nos sempre a oportunidade de ser felizes.
      Quando sentimos gratidão reconhecemos o bem que devemos aos outros, apreciamos aquilo que nos foi dado e alegramo-nos com isso. Experimentamos uma "energia calma" e ficamos mais próximos, pela partilha, dos que nos rodeiam.
      Ao reconhecermos o bem que devemos aos outros estamos a direccionar-nos para o exterior e rompemos o laço egoísta entre "nós", as nossas "possessões" e "riquezas". Tal implica humildade. Implica também aceitação (de que somos receptores de um benefício) a qual, por sua vez, requer reflexão, responsabilidade, desprendimento. É esse, no fundo, o caminho da gratidão: Um caminho de consciencialização, humildade, reconhecimento, aceitação e maturidade.
      Um caminho que nos vai mostrando o que é realmente significativo e ajuda a desvalorizar o que é acessório e irrelevante. Um caminho de contemplação do belo milagre da vida.

Nota: O post de hoje é a repetição de um outro do meu anterior blog, pois ao ler este agradecimento fiquei contagiada com a força que dele emana e não resisti a registar, também aqui, o que significa, para mim, este caminho tão exigente de aprendizagem e, simultaneamente, tão "GRATIFICANTE".
Teresa

domingo, 15 de maio de 2011

Bom domingo e boa semana!

Porque é a intensidade com que cada momento é vivido que o pode tornar eterno, deixamo-vos uma cena magnífica do filme "Amargo Pesadelo" que retrata a possibilidade de um momento de perfeita sintonia entre um menino autista e um desconhecido. Um momento que se eterniza na nossa memória. No efémero podemos viver, de facto, a eternidade. Bom domingo!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

"A minha vida é a minha mensagem"

"Estamos a pôr a felicidade sempre em coisas que não temos. Estamos a adiar a nossa felicidade. Quando, o que me parece é que devemos ser felizes agora e como estamos. (...)
Só sei responder que o sofrimento faz parte da vida. Temos que aprender com o sofrimento. Aprender a ser felizes com o que temos ao nosso alcance." 

Bento Amaral



"Bento é um exemplo de que não nos devemos resignar perante a falta de mobilidade e que isso não pode - nem deve - fazer-nos desistir dos nossos sonhos. Se nos convencermos de que a cadeira de rodas não significa nada, ela não significa mesmo nada. É uma decisão mental. E um grande passo na vida de cada um de nós."

Salvador, Lições de Vida

"Pode parecer falso, mas acredito no que Bento Amaral diz… difícil pôr na prática. Difícil entender o que não se vive. Difícil viver o difícil, o sofrimento inerente à própria vida… a FELICIDADE, CONSTRÓI-SE.

A vida é mesmo uma descoberta e uma luta contínua que se adapta a todas as circunstâncias... apenas muitas vezes não temos a capacidade de ver, sentir e prosseguir...
Há muitas formas de "paralisia"... difícil reconhecê-la, aceitá-la a aprender a contorná-la, dando o valor à vida que a vida merece e que todos nós precisamos para simplesmente aprendermos a VIVER!
Parece tão simples, não é?
... e desperdiçamos tanto todos os dias!!!!!!!"
Isabel Jácome

OBRIGADA ISABEL!

domingo, 8 de maio de 2011

Bom domingo e boa semana!

“Não perguntes à vida o que ela te pode dar, mas sim o que lhe podes oferecer a ela.”
                                                                                                              Viktor Frankl

“Tudo pode ser retirado a um homem, excepto a última das liberdades humanas: Escolher a atitude a seguir perante determinadas circunstâncias, escolher o seu próprio caminho.”
                                                                                                                 Ibidem


Foi no horror da vivência em quatro campos de concentração (nomeadamente os de Auschwitz e Therezin), durante o período compreendido entre 1942 e 1945, que Viktor Emil Frankl, médico psiquiatra austríaco, se confrontou com a grande questão existencial que daria origem à sua obra terapêutica: Que sentido encontrar na vida para nos dar motivação, coragem de continuar?
“Reduzidos a condições de miséria e pavor, homens e mulheres habitualmente medíocres elevavam-se à dimensão de santos e heróis, mostrando-se capazes de extremos de generosidade e auto-sacrifício sem a esperança de outra recompensa senão a convicção de fazer o que era certo. A privação despia-os da máscara de egoísmo biológico de que os revestira uma moda cultural leviana e trazia à tona a verdadeira natureza do ser humano: a capacidade de autotranscendência, o poder inesgotável de ir além do círculo dos seus interesses vitais em busca de um sentido, de uma justificação moral da existência.”
O que sustentou Frankl durante os seus anos de cativeiro foi o seu grande interesse pelo comportamento humano , concluindo, depois, que esse interesse o havia salvo. Esse sentido não se tratava de um sentido para a vida em termos gerais, mas um sentido pessoal. Cada indivíduo deve encontrar e dar-se um sentido para existir, uma razão única e singular.
Seriam três, as vias que, segundo Frankl, permitiriam esse encontro:
 (1) Criando um trabalho ou realizando um feito notável,  ao sentir-se responsável por terminar um trabalho que depende fundamentalmente dos seus conhecimentos ou da sua acção.
 (2) Experimentando um valor, algo novo, ou estabelecendo um novo relacionamento pessoal. Este é também o caso de uma pessoa que está consciente da responsabilidade que tem em relação a alguém que a ama e espera por ela.
 (3) Adoptando uma atitude em relação a um sofrimento inevitável, com a consciência de que a vida ainda espera muito da nossa contribuição para com os demais.

BOM DOMINGO!


segunda-feira, 2 de maio de 2011

NUNCA É TARDE PARA MUDAR

          "Há cerca de vinte anos, a afirmação de que na hora do nascimento, o cérebro já contem todos os seus neurónios, e que este número não é alterado pelas experiências vividas, constituia um dogma genericamente aceite pelos investigadores das neurociências. Actualmente, sabemos, pelo contrário, que  até ao momento da morte, se verifica a produção de novos neurónios, difundindo-se até o conceito de neuroplasticidade que dá conta do facto de o cérebro evoluir continuamente em função das suas experiências, podendo ser profundamente transformado na sequência de um treino específico, como a aprendizagem de um instrumento musical ou de um desporto, por exemplo. Ora, a atenção, o altruísmo e outras qualidades humanas podem também ser cultivadas, dependendo igualmente de um saber-fazer que é possível adquirir."
Matthieu Ricard



Acreditar na capacidade de mudar pode tornar, só por si, muito mais fácil a mudança. E há boas razões para acreditar: Os nossos cérebros são plásticos, sempre a estabelecer novas ligações.As qualidades humanas podem ser deliberadamente cultivadas mediante um treino mental. Realce-se que muita da flexibilidade da personalidade do adulto acontece no contexto de novos desafios. Os desafios estão aí, a nossa capacidade de transformação também.

BOA SEMANA!

"Não pretendamos que as coisas mudem se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor bênção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar "superado".
Quem atribui à crise os seus fracassos e penúrias, violenta o seu próprio talento e respeita mais os problemas do que as soluções. A verdadeira crise é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a Vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la".

Texto atribuído a Einstein numa análise das crises do século 20
imagem tirada daqui

Não existe uma contradição entre optimismo e aceitação dos problemas reais ou aspectos negativos de uma situação, mas entre optimismo e passividade ou recusa absoluta de qualquer estratégia que possa ajudar a resolver problemas ou a melhorar uma situação.