quarta-feira, 20 de abril de 2011

O rei vai nu



 
Numa experiência feita na Universidade Carnegie-Mellon (EUA) por Solomon Ash, nos anos 50, foi pedido aos estudantes para compararem o tamanho de algumas linhas traçadas numa folha de papel: Maiores? Mais pequenas? Uma tarefa que uma criança de 5 anos faria sem dificuldade. Mas antes de os alunos decidirem, era-lhes dada a resposta de um grupo de 7 colegas. Em certos casos, o grupo dava uma resposta unânime, mas falsa. Para surpresa dos investigadores três quartos dos alunos escolheram, pelo menos uma vez, a mesma resposta do grupo, embora ela fosse claramente falsa. Solomon Ash morreu em 1996 e até ao fim da sua vida procurou entender o que poderia explicar esta incrível abdicação dos seres humanos perante as más escolhas dos seus semelhantes. David Servan-Schreiber dá-nos outro exemplo: o de Pedro que está numa sala de espera e repara no fumo que sai do sistema de ventilação. Pedro olha para as pessoas à sua volta, mas parece que ninguém nota e ele retoma a sua leitura. No entanto, sente um cheiro a queimado. Levanta, novamente, a cabeça e não vê nenhuma reacção (cada um lê tranquilamente a sua revista). Então, Pedro convence-se de que o cheiro não é assim tão forte e volta à sua leitura. Nesta experiência, os companheiros de Pedro eram actores pagos para não reagirem. Foram necessários 10 minutos para que Pedro saísse da sala e se consciencializasse de que algo não estava bem.
Será que um grupo nos pode fazer acreditar no que quer que seja? Fazer acreditar que um fogo que nos ameaça, não existe? O que é que explica este comportamento?
Parte da resposta estará no funcionamento do nosso cérebro: Quando uma pessoa apreende aquilo que o grupo escolheu de forma unânime, é a própria percepção do objecto que se modifica. Tudo se passa como se o sujeito da experiência deixasse de ver a realidade, modificada pelas opiniões dos outros. A linha que o grupo disser que é maior, assim será vista por cada indivíduo. E se, por acaso, o indivíduo tomar a decisão de se exprimir contra a conclusão unânime do grupo, é a região do medo, do seu cérebro emocional, que será activada. Como se soubesse que é perigoso afirmar a verdade perante um grupo que não a vê.
Não somos, de facto, totalmente “donos” daquilo que percebemos. Mas será essa consciência que nos alerta para uma responsabilidade acrescida: A de defender a “verdade” que existe para além dos conformismos. Só a coragem e integridade podem vencer o medo de rejeição dos outros.
Cada vez mais, necessitamos desta coragem para orientar a nossa vida de uma forma diferente.
Fonte: Le cerveau de l´independance, David Servan-Schreiber

segunda-feira, 18 de abril de 2011

BOA SEMANA!

 
"Onde houver uma árvore para plantar, planta-a tu. 
Onde houver um erro para emendar, emenda-o tu. 
Onde houver um esforço de que todos fogem, fá-lo tu. 
Sê tu aquele que afasta as pedras do caminho."
Gabriela Mistral

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Elogiar

"Um bom elogio pode manter-me vivo durante dois meses."
Mark Twain

“Todo o mundo possui alguma coisa que merece ser elogiada. Elogios significam compreensão. Aprende a ver a grandeza do teu próximo e verás a tua própria grandeza.”
K. Gibran

                                                 Joe Raedle/Getty Images
Vivemos num mundo muito crítico que tem quase sempre a dizer mais mal do que bem. Há tendência para reparar mais nos erros do que nos acertos, nos fracassos do que nos sucessos. Desgastamo-nos na valorização dos defeitos dos outros. É justamente contra esta tentação que devemos lutar, abrindo os olhos para tudo aquilo que merece ser elogiado (e há tanto…). Há também que saber receber o elogio. Parece haver, em muitas pessoas, uma dificuldade em receber, aparentando, mesmo, algum incómodo. No entanto, um elogio deveria ser sempre uma pequena festa celebrada em conjunto. Só que para celebrá-la há que revelar um pouco de nós, mostrar-nos vulneráveis. É essa vulnerabilidade que nos aproxima e permite fluir nesta celebração do que temos de melhor. 

domingo, 10 de abril de 2011

Bom domingo e boa semana!

“A paciência é a coragem de todos os dias.”


Neste mundo de agitação e velocidade a paciência é pouco apreciada. Vê-se nela, sobretudo, lentidão. Há uma exigência do imediato. Basta a demora de uns segundos no acesso a um site para perdermos a paciência. Parecemos crianças a exigir tudo e agora. Esquecemo-nos que nada se constrói, verdadeiramente, sem tempo, sem dar tempo ao tempo. Talvez seja esse um dos nossos maiores tiranos: O relógio. Mas também uma certa arrogância e prepotência: A de pensarmos que o mundo deve girar em torno de nós. O mundo não gira à nossa volta e só uma aprendizagem da arte de esperar nos permitirá chegar a bom porto. As sementes plantadas num dia não florescem no dia seguinte.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

BOA SEMANA!

 
No seu livro “Não faça uma tempestade num copo de água” Richard Carlson propõe-nos algumas estratégias para enfrentar a vida de uma forma mais serena e harmoniosa. Uma das estratégias, aparentemente bizarra, mas com resultados extremamente positivos para o nosso bem-estar e aperfeiçoamento é a de imaginar que toda a gente que conhecemos e/ou encontramos é iluminada. Todos aqueles que encontramos têm algo para nos ensinar. O nosso trabalho será o de descobrir o que podemos aprender com cada pessoa que aparece na nossa vida. Geralmente, quando descobrimos o que o outro tem para nos ensinar, libertamo-nos de eventuais frustrações. Richard Carlson dá-nos o seguinte exemplo: Suponha que está na estação de Correios e que um funcionário intencionalmente se desloca muito devagar. Em vez de se sentir frustrado, pergunte-se: “O que está ele a tentar ensinar-me?” Talvez precise aprender a ser mais complacente, ou talvez possa aprender mais a respeito de paciência.Tudo o que tem a fazer é mudar a percepção de “porque fazem isto?” para “o que estão a querer ensinar-me?”
A nossa proposta para esta semana é a de descobrirmos todas as pessoas iluminadas que vêm ao nosso encontro. Verão que é fantástico o quanto podemos aprender.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Something's coming (Talvez este fim-de-semana)




Talvez um sorriso, talvez uma palavra
Talvez o amor, talvez o desejo
Talvez um amigo, talvez um desconhecido
Talvez uma mensagem, talvez o silêncio
Talvez o nada, talvez o muito
Talvez um momento ideal, talvez um bom pensamento
Talvez o aconchego do sofá, talvez um passeio
Talvez um livro, talvez uma conversa
Talvez um encontro, talvez a saudade
Talvez um sonho, talvez uma ideia...

Talvez este fim-de -semana, talvez no próximo...
Something's coming.

Alexandra

Liderança



O sucesso de qualquer líder relaciona-se com a sua preocupação com os outros. A genuína liderança revela-se nos pequenos actos, em que alguém se descentra do seu umbigo e vai ao encontro daquele(s) que precisa(m) de apoio num determinado momento. Uma forma ética de agir, um compromisso real com o valor intrínseco de cada ser humano.