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“O que faz sentido para mim? Amar e compreender. Amar os amigos, as crianças, os animais, as gargalhadas. E compreender, ler, falar, duvidar… Duvidar é a agitação do pensamento.”
Boris Cyrulnik
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Em determinados
períodos da nossa vida surge, inevitavelmente, a questão: “Para onde corro?
Onde vou?” Um questionamento próprio do ser humano “animal consciente” talhado
de sentido, nos dois sentidos do termo: A direção a tomar, assim como a razão
de ser da existência.
Porquê? Porque só ele está
consciente da sua mortalidade. Como nos diz Michel Houellebecq “nascemos,
reproduzimo-nos uma ou duas vezes e depois morremos”. É a tomada de consciência
desta aparente absurda realidade da nossa existência que nos leva a tentar
encontrar o sentido da vida. Fascinante, responsabilizante, esta aventura, e
também fatigante, dado que não temos, forçosamente, um modelo a seguir. Não há
um único sentido dado por qualquer referência exterior e sobre o qual se
apoiar, mas sentidos que cada um se esforça por tecer de forma singular, no
quotidiano, na vida de cada dia.
Para um cada vez maior
número de pessoas que quer colocar a atenção e consciência nos seus gestos
quotidianos “a vida de cada um é uma sequência de oportunidades únicas de
totalizar o sentido”. Como nos diz Christiane Singer “não se trata de dar um
sentido, mas criar em mim as condições para acolher a sua claridade, de me
tornar, pouco a pouco, porosa, porosa à vida!”. Acolhamos esta luz que se eleva
sobre as horas, descubramos a cor de cada momento.
Nota: A busca de sentido tem sido um tema recorrente neste blog, nomeadamente, em "Sentido"; "Sentido e voluntariado"; "Boa semana!".
Nota: A busca de sentido tem sido um tema recorrente neste blog, nomeadamente, em "Sentido"; "Sentido e voluntariado"; "Boa semana!".
Abordagens diferentes,
mas sempre com algo comum: O da nossa interligação e ligação a algo maior ou à
intensidade da vida, simplesmente. No mosaico da nossa existência é sempre
possível ver o desenho das suas grandes linhas, as linhas que lhe dão sentido.



