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sábado, 6 de julho de 2013

TESOUROS

"Todos os dias, milhares de tesouros chegam até mim a cada momento que passa. Sou abençoado com dádivas ao longo de todo o dia, cujo valor ultrapassa em muito o que consigo conceber. Um irmão sorri para outro e o meu coração alegra-se. Alguém pronuncia uma palavra de gratidão e a minha mente recebe esta dádiva e toma-a como sua." 
Um Curso em Milagres

Pessoas que nos encorajam e inspiram, textos que nos ajudam a caminhar, são, para mim, dos tesouros mais preciosos que podemos ter. Hoje, relendo cadernos e livros, recordei algumas dessas grandes riquezas que partilho convosco.
“Que o Sol não se ponha...

…sobre a nossa ira! Que não passe um dia sequer sobre a nossa zanga. Que ninguém se deite sem ter reparado o mal que fez. E que o sol não se levante, de novo, sem que tudo esteja em paz. (…)
Esta ideia de não adormecer sem ter pedido desculpa a quem ofendemos ou magoámos era um princípio muito em uso no tempo dos meus avós.
Lá em casa existia como regra primordial, como lei fundamental que ninguém se atrevia a transgredir. Todos (e eram muitos) tinham tudo em dia: as contas, os deveres, os direitos e, até, as zangas. Ninguém se deitava zangado com um irmão, com o pai, a mãe ou um amigo. O tempo de arrependimento e de pedido de desculpas eram solenes e observados por todos, sem excepção. Quando o sol se punha estava tudo em ordem e era nessa ordem que todos acordavam no dia seguinte. E que bom era este ritual, que aconchego havia naquela realidade real de haver um tempo para tudo, mas especialmente para desfazer o que ficaria mal feito, de “dar o braço a torcer”, de emendar e fazer de novo.
Guardo esta sabedoria dos meus avós (que, aliás, davam o exemplo começando por aplicar o princípio a eles próprios, pais de três filhos) como um tesouro precioso. Como parte de uma herança que recebi e tem um valor incalculável. Mais do que quaisquer bens materiais valorizo os bons princípios herdados. Este de não adormecermos zangados parece-me um dos melhores conselhos que já alguma vez recebi. Nem sempre é fácil de pôr em prática, mas nunca é tarde para começar a tentar.”
  Laurinda Alves


O dragão que todos temos cá dentro

O dragão que todos temos cá dentro é uma metáfora que me foi transmitida em forma de história por um querido professor. Um dragão que deita chamas quando se sente irritado. Estas chamas acabam por circundar-nos a nós próprios, dominando-nos, destruindo-nos, quando somos nós que temos de dominar o dragão…

Um dos maiores tesouros que podemos ter é a paz de espírito e nada a pode destruir excepto a nossa irritação. Se não fizermos um esforço para diminuir a raiva, ela continuará connosco e aumentará, até ao ponto em que o mais pequeno incidente nos põe imediatamente em cólera. 
E... Não esqueçamos que: “A insatisfação é a semente da cólera.” Há que cultivar o seu antídoto: a capacidade de encantamento, o entusiasmo pela vida. Porque… Há tesouros escondidos por toda a parte. 


Tesouros escondidos




- Porque é que estás a escavar um buraco?

- Estou à procura de tesouros escondidos!

- Que encontraste?

- Umas quantas pedras sujas, uma raiz esquisita e uns vermes nojentos.

- Logo na primeira tentativa?

- Há tesouros por toda a parte!

Calvin & Hobbes
  
Como nos diz José Tolentino Mendonça citado num livro, acabado de ser editado, que recomendo vivamente para estas férias (Envelhecer Sem Ficar Velho de Maria José Costa Félix):
 “… Uma vida em que vamos fazendo coisas, que até podem ser boas e necessárias, mas onde se perdeu a capacidade de espanto, de contemplação… vai-nos afastando de caminhos que permitam ao olhar tatear a plenitude… E, sem sentirmos esse momento extasiado de pura gratuitidade em que inscrevemos o tempo na eternidade…, aquilo que criamos fica incompleto.”
Que encontrem inúmeros tesouros, inscrevendo o tempo destas férias na eternidade, é o que vos desejamos.

BOAS FÉRIAS!

                                   

domingo, 16 de junho de 2013

SORTE


"A sorte sorri aos audaciosos"
Adágio popular

“O acaso só favorece a mente preparada.”
Louis Pasteur

A sorte é uma experiência puramente aleatória, ou algo que podemos atrair? É unicamente fruto do acaso ou resulta, sobretudo, da forma como transformamos o fortuito em oportunidade?
Existem, de facto, histórias tão improváveis, inesperadas e extraordinárias que parecem ter sido unicamente tecidas pelo destino.
Devemos, no entanto, aprender a distinguir aquilo que depende de nós, e em que temos obrigação de agir, e aquilo que nos ultrapassa e devemos aceitar como tal. Quando uma infelicidade nos surge não podemos impedi-la, mas cabe-nos decidir se a nossa existência parou ali, ou se podemos fazer dela uma experiência construtiva.
Os gregos denominavam kairos a esse ponto de inflexão que, em função da nossa reação, pode dar lugar a uma mudança decisiva. Esta noção articula a dimensão do tempo e da ação: se agarramos de imediato a oportunidade e nos abrimos à boa fortuna, ou não a vemos e nada se passa. No mesmo espírito a noção de serendipidade qualifica esses erros suscetíveis de levar a grandes descobertas, em função do pesquisador: Fleming e a descoberta da penicilina; Galvani e a descoberta da bioeletricidade.
Mas a sorte é também um olhar sobre o mundo: contribuímos para o seu aparecimento ao cultivar a nossa capacidade de encantamento.
Há de facto “golpes de sorte”, mas existe uma sorte que se provoca e cultiva, acessível a todos. E essa é renovável e durável. Para fazer durar a sorte há que preparar o terreno que permitirá às sementes de oportunidade desenvolverem-se e perdurarem.
Eis quatro posturas que podemos adoptar:

1.     Clarificar a nossa intenção
É a direção a que nos propomos que dá um sentido aos acontecimentos que se nos deparam e fará com que as intenções subjacentes permitam a revelação da “sorte”. Isto não significa que devamos começar por planificar, de forma detalhada, um projeto ou objetivo. Trata-se aqui de identificar o nosso desejo, sentir a direção que gostaríamos de seguir, o sentido que gostaríamos de dar à nossa vida. O que é que me faz vibrar? Do que é que tenho necessidade e vontade? Questões que alicercem a construção do caminho da sorte. A cada um a forma de o fazer: um diário de bordo, fazer uma formação, encontrar outras pessoas com as mesmas expectativas…

2.     Tornar-se recetivo
Colocar-se interiormente numa postura de abertura e disponibilidade máxima àquilo que se passa à nossa volta. Uma atitude desperta de vigilância que nos permite estar atentos a determinada informação, sentir de imediato o interesse de determinado contacto, orientar a nossa energia numa determinada direção. É assim que as ocasiões favoráveis se multiplicarão, que temos, ou não, o sentimento de existir para algo. Fazer pausas regulares de descontração/desconexão permite fazer emergir a intuição e ajuda a sair dos caminhos da rotina e pensamento automático, dois grandes adversários da sorte.

3.     Reciclar a má sorte
Em vez de ficarmos presos na cólera, tristeza ou ressentimento, há que nos questionarmos, relativizarmos e reciclar os nossos revezes. Fazer uma triagem daquilo que foi fruto do acaso ou da fatalidade e daquilo que se deve à nossa responsabilidade.  Identificar no coração do azar os germes da sorte que se anuncia. Colocar, enfim, a única questão pertinente: o que posso aprender com este revés?

4.     Tornar-se um porta-sorte
A sorte são os outros.” Quanto mais pessoas contactamos, mais probabilidade temos de encontrar uma oportunidade favorável.
Existe um ponto comum entre amor, conhecimento e sorte: são todos feitos para circular entre os seres. Levar sorte aos outros é uma questão de escuta e disponibilidade. É dar uma informação importante ao seu interlocutor, permitir-lhe descobrir um novo campo de possibilidades, mas também estar presente no caso de um incidente de percurso para o ajudar a transformá-lo num acidente providencial.
Inscrever-se numa dinâmica de troca e solidariedade é assegurar não apenas uma fonte de oportunidades positivas, mas também um sentido de amplitude à vida. 

Fonte: Psychologies, nº 330 



Nota: Este post é dedicado à Fátima Costa, uma pessoa que revela no seu quotidiano estas quatro posturas e que é um exemplo do quanto mais elevados e menos egoístas forem os nossos ideais, mais o Universo se move a favor da sua concretização.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Bons Momentos com o 11º E1 da E. S. M.



“Caminhamos mais confiantes para o futuro se levarmos connosco o melhor do passado.”



 E o melhor vai comigo de uma turma maravilhosa que acompanhei nestes dois últimos anos. Uma dádiva tê-los encontrado no meu caminho.

No âmbito do Projeto Optimismo em Construção celebrámos, no dia 3 de Junho, os “Bons Momentos”: momentos+ que nos acompanharão sempre num imenso sorriso. O futuro é o tecido do presente e no presente vemos o quanto os alicerces sólidos de uma boa formação se revelam: uma construção que tem nos pais o seu fundamento.

Aos pais, aos alunos do 11º E1, obrigada por colorirem o futuro num imenso sorriso; obrigada por nos fazerem acreditar no maravilhoso do amanhã!




Nota: Nesta celebração, a aluna Margarida Araújo apresentou um trabalho fantástico, em parte inspirado no nosso Reinventar um Portugal mais Risonho. Não deixem de o ver: só estará disponível online temporariamente.

 

domingo, 26 de maio de 2013

Para refletir

 imagem tirada da net

"Todos, sem exceção, temos um defeito dominante. E a melhor forma de corrigir defeitos é desenvolver as qualidades contrárias. E o segredo para desenvolver qualidades ou virtudes é puxar pela nossa melhor qualidade. Quando desenvolvo o meu talento, todo o resto da personalidade cresce e amadurece. Qual é a minha melhor qualidade?"
Vasco Pinto Magalhães, Não há soluções, há caminhos

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Alegria

A alegria é o sentimento mais solidário que conheço. Quem está alegre nunca está só. Tem pensamentos de companhia, que transbordam as dimensões meramente individuais e se comunicam a tudo o que nos rodeia: às flores, aos pássaros e, sobretudo, às pessoas, que, quando não estão doentes ou deprimidas, gostam muito de partilhar este sentimento.”
                                                                                                 Ana Cristina Alves



        Alegria é das palavras que só de pronunciar já me contagia pelo que significa. Ao contrário da tristeza, a alegria abre-nos ao mundo e faz-nos sentir realmente vivos. É a essência da vitalidade, o sol da nossa vida. Mas, como nos diz José Tolentino Mendonça, a alegria não nos pertence, a alegria atravessa-nos, pois nasce do acolhimento.


Sejamos porosos à vida, acolhamo-la em hospitalidade.