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terça-feira, 13 de novembro de 2012

Dia da Gentileza

"Não serão os nossos gritos a fazer a diferença e sim a força contida nas nossas mais delicadas e íntegras ações".
Leonardo Boff

 
 imagem tirada daqui
Hoje, dia 13 de novembro, comemora-se o “Dia Mundial da Gentileza” no âmbito doWorld KindnessMovement”, cujo objetivo é despertar a atenção das pessoas para a importância de atitudes gentis na construção de um mundo mais amável e justo. A data foi estabelecida durante uma conferência entre profissionais de diversos países, em 1996, em Tóquio.
Nestes tempos conturbados precisamos, mais do que nunca, de solidariedade e benevolência. A gentileza, associada muitas vezes a uma fragilidade, é a nossa grande força: A abertura ao outro, que vive centrado nos seus próprios interesses, implica uma grande coragem.
A gentileza é o novo heroísmo do quotidiano. Para expandirmos esta força celebremos o Dia daGentileza hoje, em especial, e em cada um dos 365 dias do ano com, pelo menos, um ato de gentileza.

imagem tirada daqui

12 gestos de gentileza
1.    Abrace alguém
2.    Envie um SMS gentil
3.    Valorize a cidadania no trânsito respeitando as pessoas…
4.    Não se esqueça das palavras mágicas: bom dia, por favor, com licença, obrigada. Inclua também o “posso?” Ou ainda: que bom!
5.    Respeite o tempo da outra pessoa. Ele é tão precioso quanto o seu.
6.    Elogie (sem economia!) o bom desempenho de um colega ou de um funcionário.
7.    Aprenda a escutar. Ouvir é muito importante para solucionar qualquer desavença ou problema.
8.    Pratique a arte da paciência. Evite julgamentos e acções precipitadas.
9.    Pense positivo. Procure valorizar o que a situação e o outro têm de bom.
10.                    Analise a situação. Alcançar soluções pacíficas depende de se descobrir a raiz do problema.
11.                    Doe parte do seu tempo como voluntário em instituições de caridade e faça alguém feliz.
12.                   Não espere que alguém tome a iniciativa em ser gentil. Comece você primeiro.

imagem tirada daqui

Um dia para exercitar 

Escolha um dia em que se sinta um pouco “à deriva” e ocupe-se de alguém – um colega, um vizinho, um conhecido, um amigo. Será o dia “PARATI”. Assim que vir essa pessoa, com um genuíno bom dia, tente perceber o seu estado de espírito, esteja atento ao que ela diz e faz e convide-a para um passeio, ouça-a falar dela e ofereça-lhe um pequeno presente (nada de excessos!). A dificuldade deste exercício é estar ao mesmo tempo presente, disponível e ser espontâneo sem que a outra pessoa tome a sua atitude por uma tentativa de sedução. Permaneça igual a si  próprio.


imagem tirada daqui
Cada um dos 365 dias por ano

    No início cada dia, ao acordar, comprometa-se a fazer um gesto de gentileza (ex. ajudar alguém, sorrir, escrever um bilhete de agradecimento, visitar uma pessoa que não vê há muito tempo... ). Antes de se deitar, faça uma revisão do que lhe aconteceu e registe num diário os gestos de gentileza que lhe ocorreram durante o dia. Verá que um simples gesto de gentileza por dia, todos os dias, fará a diferença, principalmente na SUA vida.



Nota de 18/11/12: Vale a pena dar uma espreitadela aqui



sábado, 3 de novembro de 2012

Aprender a viver, aprender a morrer



“Após anos e anos de assistência a pessoas que vivem os seus últimos momentos, não sei muito mais sobre a morte em si mesma, mas a minha confiança na vida não tem senão aumentado. Vivo, sem dúvida, mais intensamente, com uma consciência mais aguda, aquilo que me é dado viver, alegrias e tristezas, mas também todas essas pequenas coisas quotidianas, que são óbvias, tal como o simples facto de andar ou respirar.
Talvez me tenha tornado mais atenta aos que me rodeiam, consciente de que não os terei para sempre a meu lado, desejosa de os descobrir e de contribuir, tanto quanto puder, para que eles venham a ser aquilo para que são chamados. (…)
(…) e muitos moribundos, no instante de deixarem a vida, nos têm lançado esta mensagem pungente: Não passem ao largo da vida, não passem ao largo do amor.”
Marie de Hennezel, La mort intime

"Qualquer que seja a duração de vossa vida, ela é completa. A sua utilidade não reside na duração e sim no emprego que lhe dais. Há quem viveu muito e não viveu. Meditai sobre isso enquanto o podeis fazer, pois depende de vós, e não do número de anos, terdes vivido bastante."
Michel de Montaigne, Ensaios


 Sabemos que todos morreremos um dia, mas escondemos a morte, fugimos… Angustia-nos pensar nela. É, talvez, dos únicos tabus da nossa sociedade. E, no entanto, a morte é o momento culminante da nossa vida, a sua coroação, aquele que lhe mostra o sentido e valor.
Aqueles que têm o privilégio de acompanhar alguém, nos seus últimos instantes de vida, partilham uma intimidade cujo valor é incomensurável. Aquele que vai morrer tentará expressar, àqueles que o acompanham, toda a sua essência. Através de um gesto, uma palavra, às vezes, somente um olhar, tentará falar daquilo que conta verdadeiramente e não soube dizer (ver 5 arrependimentos antes de morrer).
Que grande ensinamento nos dá aquele que vai morrer: Ensina-nos a viver!
Em vez de negar a morte há que integrá-la na vida e, na consciência de seres mortais, podemos valorizá-la, respeitá-la na imensidão daquilo que nos oferece.
Precisamos aprender a viver e aprender a morrer… Para essa aprendizagem propomos dois exercícios: O primeiro da autoria de Stephen Covey e o segundo de Vasco Gaspar.

                                                        imagem tirada da internet

 “Se eu estivesse morto…”

- Pense em três pessoas dentre aquelas que conhece melhor: cônjuge, amigo, colega…
- Numa folha resuma numa frase aquilo que cada um diria de si (três frases, portanto, no total).
- Noutra folha escreva, em seguida, aquilo que gostaria de ouvir sobre si. Para ajudar pode categorizar: plano relacional, familiar, profissional, espiritual…
- Compare as duas listas.
- Realce os aspectos que considera mais importantes consagrando-lhes prioridade no futuro, tomando-os como objetivos concretos.



-“Vivi ao máximo o meu potencial?”
-“Pus “cá para fora” quem eu realmente sou?”
-“Inspirei as pessoas que me rodeiam?”
-“Fiz a diferença na vida de alguém?”
-“Construí algo que mereça ser lembrado?”
-“Deixei o mundo melhor do que quando o encontrei?”


Nota: Ver ainda "Ce qui est important"



Muito obrigada, Emília!