Wabi sabi é uma expressão japonesa, quase intraduzível, que define a
beleza que mora nas coisas imperfeitas e incompletas. Uma forma de "ver" as coisas
através de uma ótica de simplicidade, naturalidade e aceitação da realidade.
O conceito terá surgido por volta do século XV. Um jovem chamado Sen no
Rikyu (1522-1591) queria aprender os complicados rituais da Cerimónia do Chá e
foi procurar o grande mestre Takeno Joo. Para testar o rapaz, o mestre mandou-o varrer o jardim. Rikyu lançou-se ao trabalho feliz. Limpou o jardim
até que não restasse uma única folha fora do lugar. Ao terminar, examinou cuidadosamente
o que tinha feito: o jardim perfeito, impecável, cada centímetro de areia
imaculadamente varrido, cada pedra no lugar, todas as plantas exemplarmente arrumadas. E então, antes de apresentar o resultado ao mestre Rikyu, chacoalhou
o tronco de uma cerejeira e fez caírem algumas flores que se espalharam
displicentes pelo chão. Mestre Joo, impressionado, admitiu o jovem no seu
mosteiro. Rikyu tornou-se um grande Mestre do Chá e desde então é reverenciado como
aquele que entendeu a essência do conceito de wabi-sabi: a arte da imperfeição.
Um dos ensinamentos da historia de Rikyu é que estes mestres
japoneses conseguiram perceber que a ação humana sobre o mundo
deve ser tão delicada que não impeça a revelação da verdadeira natureza das coisas. "Perceber a beleza que se esconde nas frestas de um mundo imperfeito é uma arte."
No nosso mundo real, aqui e agora, que tal abrir os
olhos para a beleza das coisas imperfeitas?
Fonte: http://claudiomar-slides.blogspot.pt/2011/06/wabi-sabi-arte-da-imperfeicao.html



