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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

As palavras

História hassídica na versão de Christiane Singer:

"Um pobre velho ora com fervor: O rabino aproximando-se apercebe-se de que ele recita o alfabeto e surpreende-se. Dirige-se ao homem: "Que é que recitas?" E o outro: "Sabes Rabbi, sou um pobre homem sem grande instrução, sem grande inteligência e tenho medo de desagradar ao meu criador. Por isso ofereço-lhe todas as letras do alfabeto para que ele se sirva delas e componha ele a oração que gostaria de escutar."



As palavras podem ferir ou curar, alegrar ou entristecer, aliviar ou angustiar, desmotivar ou incentivar, ridicularizar ou apoiar, fechar ou portas abrir...
Poder imenso o das palavras! Mas é também na forma de as juntar que está a sua magia. É a forma de as ligar, de trazê-las à frente, ou atrás, de não dar demasiada atenção a umas em detrimento de outras, de não as atropelar, de criar espaços entre elas, de as unir em comunhão. É então que as palavras nos abrem caminhos. Somos como as palavras e, tal como elas, podemos mudar, ligarmo-nos de formas diferentes e abrir novos  caminhos. 
Nota: Este post surgiu na sequência do reenvio do vídeo acima e da leitura das últimas palavras do blogue Coração de Professor, palavras que nos preenchem de magia e inspiram o nosso caminhar.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Kshanti Paramita

“Imagine que você tem uma tigela de água e que alguém coloca uma mão cheia de sal na água da tigela; ela tornar-se-á, então, demasiado salgada para beber. Mas imagine que alguém tenha jogado uma mão cheia de sal num rio limpo de montanha. O rio é profundo e largo o suficiente para você poder tomar a água sem que ela pareça salgada.
Quando o seu coração é pequeno você sofre demais. Mas quando o seu coração se torna maior, muito grande, a mesma coisa já não o faz sofrer tanto. Assim, o segredo é ajudar o seu coração a crescer (...)
 Ajudar o coração a crescer, kshanti paramita, é a capacidade de abraçar todo o mundo, tudo, você não exclui ninguém (…)
A prática da inclusão consiste em ajudar o seu coração a tornar-se maior, maior e maior.”
Thich Nhat Hanh



Parar, escutar, ver, sentir, encontrarmo-nos por inteiro num grande coração. Porque "o Mundo  está cheio de histórias, mas as histórias são todas uma só." 
É esta a mensagem que me fica deste vídeo de uma querida amiga. Muito obrigada Joana por ajudares o nosso coração a crescer!
 Teresa


domingo, 18 de setembro de 2011

BOA SEMANA!

Porque, como diz François Cheng, "o estado supremo da beleza é a harmonia", porque relembrámos Rarindra Prakarsa ao ler o último post da Sónia, porque quando entramos no mundo da arte abrimos o nosso coração num envolvimento dos sentidos, desejamos-vos uma BOA SEMANA com vários poemas visuais:


sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O nosso melhor brinquedo

"A mente é um lugar em si mesma. Pode fazer do céu um inferno e do inferno um céu."
John Milton


http://www.ted.com/talks/paul_bloom_the_origins_of_pleasure.html

"O nosso cérebro é o melhor brinquedo já criado: Nele se encontram todos os segredos, inclusive o da felicidade."
Charles Chaplin

"Um dia, no princípio dos tempos, alguns demónios reuniram-se para fazer uma diabrura. Um deles disse: “Estava a pensar que poderíamos tirar algo aos humanos, porém... O quê?”
Depois de muito pensar, um deles respondeu: “Já sei!, poderíamos tirar-lhes a felicidade... Porém, claro, o problema será onde escondê-la, para que não possam encontrá-la”.
Propôs o primeiro demónio: "Vamos escondê-la em cima do monte mais alto do mundo...!”
...do que imediatamente discordou um outro: “Não, lembra-te que eles têm força e vontade. Algum dia, alguém poderá subir e encontrá-la, e se um a encontra, pronto! Todos saberão onde está".
Logo propôs outro: "Então, vamos escondê-la no fundo do mar!”.
E outro contestou: "Não, lembra-te que eles têm curiosidade. Algum dia, alguém construirá algum aparelho para poder baixar até o fundo e, então, encontra-la-á".
Um outro deles disse: "Escondamo-la num planeta longe da Terra!".
Disseram-lhe: "Não, lembra-te que eles têm inteligência. Um dia, alguém construirá uma nave para viajar para outros planetas e, então, descobri-la-ão".

Um dos demónios tinha permanecido em silêncio, escutando atentamente as propostas.

Então, disse: "Creio saber onde devemos colocá-la para que nunca a encontrem". Todos o olharam e perguntaram ao mesmo tempo: “Onde?".
“Escondamo-la DENTRO deles mesmos... Estarão tão ocupados a procurá-la fora que nunca a encontrarão".

Todos ficaram de acordo e, desde então, sempre tem sido assim."

Autor desconhecido

sábado, 10 de setembro de 2011

Praticar o não julgamento

 
Julgar, à partida, é fazer uma distinção: Identificar aquilo que sou e aquilo que é o outro, aquilo que nos é semelhante e aquilo que nos distingue. O julgamento representa a constante avaliação das coisas como certas ou erradas, boas ou más. Quando se está sempre a avaliar, a classificar, a rotular, a analisar, cria-se uma imensa turbulência no nosso diálogo interior, como nos diz Deepak Chopra. 
Os nossos julgamentos criam, de facto, uma grande desestabilização: Quanto mais repetimos que o nosso filho é desobediente, mais nos irritamos, quanto mais alimentamos o pensamento de que o mundo é injusto, mais nos perturbamos.
O julgamento, seja positivo ou negativo, remete para uma vulnerabilidade emocional e afectiva, para feridas narcísicas. Se não tivéssemos sido submetidos ao julgamento, não julgaríamos os outros e não julgaríamos a nós próprios.
No coração do julgamento, o ego ávido de reconhecimento está sempre lá: “O que é que eu valho?” Quanto mais julgo o outro, mais duvido do meu valor.
Se encararmos o julgamento como a nossa parte de sombra, de sofrimento, de fragilidade, ele transforma-se num convite a ver mais de perto aquilo que grita ou chora em nós.
O não julgamento é uma chave para melhor se amar e melhor amar os outros, fazer silêncio em nós para nos tornar disponíveis aos outros. Exige não somente o controle da palavra e dos pensamentos, mas também a estabilidade das emoções e aceitação da realidade tal como é. Os seus grandes obstáculos são a dificuldade em aceitar a alteridade e também a impossibilidade que sentimos em escutar verdadeiramente o outro.
Praticar o não julgamento é libertarmo-nos das nossas prisões mentais e pacificar o nosso coração.