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domingo, 15 de maio de 2011

Bom domingo e boa semana!

Porque é a intensidade com que cada momento é vivido que o pode tornar eterno, deixamo-vos uma cena magnífica do filme "Amargo Pesadelo" que retrata a possibilidade de um momento de perfeita sintonia entre um menino autista e um desconhecido. Um momento que se eterniza na nossa memória. No efémero podemos viver, de facto, a eternidade. Bom domingo!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

"A minha vida é a minha mensagem"

"Estamos a pôr a felicidade sempre em coisas que não temos. Estamos a adiar a nossa felicidade. Quando, o que me parece é que devemos ser felizes agora e como estamos. (...)
Só sei responder que o sofrimento faz parte da vida. Temos que aprender com o sofrimento. Aprender a ser felizes com o que temos ao nosso alcance." 

Bento Amaral



"Bento é um exemplo de que não nos devemos resignar perante a falta de mobilidade e que isso não pode - nem deve - fazer-nos desistir dos nossos sonhos. Se nos convencermos de que a cadeira de rodas não significa nada, ela não significa mesmo nada. É uma decisão mental. E um grande passo na vida de cada um de nós."

Salvador, Lições de Vida

"Pode parecer falso, mas acredito no que Bento Amaral diz… difícil pôr na prática. Difícil entender o que não se vive. Difícil viver o difícil, o sofrimento inerente à própria vida… a FELICIDADE, CONSTRÓI-SE.

A vida é mesmo uma descoberta e uma luta contínua que se adapta a todas as circunstâncias... apenas muitas vezes não temos a capacidade de ver, sentir e prosseguir...
Há muitas formas de "paralisia"... difícil reconhecê-la, aceitá-la a aprender a contorná-la, dando o valor à vida que a vida merece e que todos nós precisamos para simplesmente aprendermos a VIVER!
Parece tão simples, não é?
... e desperdiçamos tanto todos os dias!!!!!!!"
Isabel Jácome

OBRIGADA ISABEL!

domingo, 8 de maio de 2011

Bom domingo e boa semana!

“Não perguntes à vida o que ela te pode dar, mas sim o que lhe podes oferecer a ela.”
                                                                                                              Viktor Frankl

“Tudo pode ser retirado a um homem, excepto a última das liberdades humanas: Escolher a atitude a seguir perante determinadas circunstâncias, escolher o seu próprio caminho.”
                                                                                                                 Ibidem


Foi no horror da vivência em quatro campos de concentração (nomeadamente os de Auschwitz e Therezin), durante o período compreendido entre 1942 e 1945, que Viktor Emil Frankl, médico psiquiatra austríaco, se confrontou com a grande questão existencial que daria origem à sua obra terapêutica: Que sentido encontrar na vida para nos dar motivação, coragem de continuar?
“Reduzidos a condições de miséria e pavor, homens e mulheres habitualmente medíocres elevavam-se à dimensão de santos e heróis, mostrando-se capazes de extremos de generosidade e auto-sacrifício sem a esperança de outra recompensa senão a convicção de fazer o que era certo. A privação despia-os da máscara de egoísmo biológico de que os revestira uma moda cultural leviana e trazia à tona a verdadeira natureza do ser humano: a capacidade de autotranscendência, o poder inesgotável de ir além do círculo dos seus interesses vitais em busca de um sentido, de uma justificação moral da existência.”
O que sustentou Frankl durante os seus anos de cativeiro foi o seu grande interesse pelo comportamento humano , concluindo, depois, que esse interesse o havia salvo. Esse sentido não se tratava de um sentido para a vida em termos gerais, mas um sentido pessoal. Cada indivíduo deve encontrar e dar-se um sentido para existir, uma razão única e singular.
Seriam três, as vias que, segundo Frankl, permitiriam esse encontro:
 (1) Criando um trabalho ou realizando um feito notável,  ao sentir-se responsável por terminar um trabalho que depende fundamentalmente dos seus conhecimentos ou da sua acção.
 (2) Experimentando um valor, algo novo, ou estabelecendo um novo relacionamento pessoal. Este é também o caso de uma pessoa que está consciente da responsabilidade que tem em relação a alguém que a ama e espera por ela.
 (3) Adoptando uma atitude em relação a um sofrimento inevitável, com a consciência de que a vida ainda espera muito da nossa contribuição para com os demais.

BOM DOMINGO!


segunda-feira, 2 de maio de 2011

NUNCA É TARDE PARA MUDAR

          "Há cerca de vinte anos, a afirmação de que na hora do nascimento, o cérebro já contem todos os seus neurónios, e que este número não é alterado pelas experiências vividas, constituia um dogma genericamente aceite pelos investigadores das neurociências. Actualmente, sabemos, pelo contrário, que  até ao momento da morte, se verifica a produção de novos neurónios, difundindo-se até o conceito de neuroplasticidade que dá conta do facto de o cérebro evoluir continuamente em função das suas experiências, podendo ser profundamente transformado na sequência de um treino específico, como a aprendizagem de um instrumento musical ou de um desporto, por exemplo. Ora, a atenção, o altruísmo e outras qualidades humanas podem também ser cultivadas, dependendo igualmente de um saber-fazer que é possível adquirir."
Matthieu Ricard



Acreditar na capacidade de mudar pode tornar, só por si, muito mais fácil a mudança. E há boas razões para acreditar: Os nossos cérebros são plásticos, sempre a estabelecer novas ligações.As qualidades humanas podem ser deliberadamente cultivadas mediante um treino mental. Realce-se que muita da flexibilidade da personalidade do adulto acontece no contexto de novos desafios. Os desafios estão aí, a nossa capacidade de transformação também.

BOA SEMANA!

"Não pretendamos que as coisas mudem se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor bênção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar "superado".
Quem atribui à crise os seus fracassos e penúrias, violenta o seu próprio talento e respeita mais os problemas do que as soluções. A verdadeira crise é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a Vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la".

Texto atribuído a Einstein numa análise das crises do século 20
imagem tirada daqui

Não existe uma contradição entre optimismo e aceitação dos problemas reais ou aspectos negativos de uma situação, mas entre optimismo e passividade ou recusa absoluta de qualquer estratégia que possa ajudar a resolver problemas ou a melhorar uma situação.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

PRP

“O pessimismo é do humor, o optimismo da vontade.”
                                                                                     Alain

Tal Ben-Shahar perspectiva os optimistas realistas como “optimalistas”: Não aqueles que acreditam que tudo acontece pelo melhor, mas os que aproveitam ao máximo as coisas que ocorrem. Este professor de Harvard que se tornou extremamente popular no âmbito da Psicologia Positiva apresenta-nos três exercícios optimalistas, a que chama PRP, aplicados na sua vida:
(P) – Permissão para ser humano: permitir-se simplesmente sentir o que está a sentir, permitir-se ter variações de humor, altos e baixos, sucessos e fracassos. Tal Ben-Shahar quando se sente em baixo – por exemplo, após dar uma má palestra – recorda a si mesmo que nem todas as suas apresentações podem ser dignas de um Nobel. Algumas serão menos eficazes que outras - "learn to fail or fail to learn".
(R) – Reconstrução é a fase que se segue. Analisam-se os pontos fracos, aprendendo-se lições para o futuro sobre o que funciona e o que não resulta.
(P) – Perspectiva – reconhecer que aquilo que num determinado momento assume uma importância extraordinária, no grande contexto da vida, não tem, afinal, grande importância.

Ser optimista não significa negar as emoções tristes ou dolorosas. Quando morre um ente querido é normal e saudável fazer um período de luto. É natural sentirmo-nos tristes. O que não devemos é fecharmo-nos na tristeza durante muito tempo. É sempre mais fácil, menos custoso, em termos de energia psicológica, deixar-se ir no sentimento de infelicidade do que lutar contra ele. Inversamente, fazer durar o bem-estar necessita de mais esforços. Ser feliz dá mais trabalho do que sofrer. Um trabalho árduo, mas compensador.


segunda-feira, 25 de abril de 2011

BOA SEMANA!

“Tranquilizai-vos: Não sou um desses profetas do apocalipse que, regularmente, anunciam o fim do mundo. Não vos quero falar do fim do mundo, mas do fim de um mundo, o nosso. Porque o que vivemos neste momento é, sem dúvida, histórico. Só temos um pouco de consciência porque as civilizações terminais continuam a funcionar, mesmo que seja o vazio a dar a ilusão de solidez antes do colapso. Aconteceu no passado com o império romano ou num passado mais recente com a URSS.(…)

Reparem no sucesso do manifesto de Stéphane Hessel “Indignai-vos!”
 É um sinal, entre outros, que nos mostra estarmos na véspera de uma explosão moral.

O compromisso de alcançar uma sociedade mais justa e respeitadora dos homens e da Terra... Mas lá chegar não será simples, pois nem tudo será de deitar fora da antiga. Ela trouxe-nos uma liberdade individual jamais alcançada na história. Tornámo-nos senhores de nós próprios e nada nos poderá fazer renunciar a esta conquista. O problema é que esta liberdade se articula com o dinheiro como padrão universal das trocas. Como fazer para que o dinheiro deixe de dominar a sociedade sem perder a liberdade? A solução não virá do centro, mas das periferias dos nossos pequenos mundos de amor, de humanidade e de gentileza que não cessam de crescer. Um operador do mercado financeiro, mesmo que ganhe milhões, não é nada comparado a um educador ou a uma enfermeira. Dizê-lo, é já dar um grande passo.”

Jean-Claude Kaufmann, Notre civilisation est à bout de souffle