…o sol brilhe muito para todos e que todas as flores renasçam
…sol, amigos, namorados, boas notas, cinema, praia, música, alegria, tristeza, saudade, amizade, amor, paixão e sorrir muito
…toda a gente possa desfrutar de momentos únicos
…boa disposição, fraternidade, e estar rodeada de gente boa, porque merecemos
…sol, paz, muito amor, muitas cores alegres e muitos pássaros em vez de abelhões
…sorrisos, mesmo que haja chuva. Alegria, mesmo que seja apenas nas pequenas coisas do dia a dia
…desejo o “desejo”
…o sol brilhe sempre e aqueça o coração de todos os homens
…uma Primavera permanente para cada um de nós.
...tratem bem da natureza.
Aqui vos deixamos algumas imagens da chegada da Primavera à nossa Escola desejando que a semana venha plena de sorrisos, mesmo que no meio desta chuva com que iniciou. Boa semana!
"Depois do silêncio, o que mais se aproxima de expressar o inexprimível é a música." Aldous Huxley
O Toque do Silêncio é universal nas Forças Armadas de quase todo o mundo. No chamado "Toque do Silêncio" ou "Toque de Recolher", porque é tocado todos os dias às 22H00 e o seu sinal é dado por esta música, executada em pequena parte por um trompetista. Também é tocado em funerais dos militares, quando o falecimento ocorre, no exercício da função. Poucos a conhecem e é lindo ouví-lo, quando executado por uma criança de 14 anos, acompanhada por uma orquestra e depois aplaudida de pé pela plateia e pelos músicos que a acompanharam. É de emocionar qualquer um... BRAVO!!!!! BRAVO!!!!!
As palavras acima acompanharam este vídeo enviado, ontem, por uma amiga que não lera os nossos posts sobre o silêncio. Pela sintonia que mais uma vez se revelou, ressonância mútua que sentimos (como a existente entre instrumentos musicais), partilhamo-lo convosco. Tal como dissemos aqui a música tem o poder de curar. Ela é o espelho da natureza harmoniosa do Universo. Vivamos a eternidade interrompendo o silêncio, suspendendo o tempo num ápice fugaz.
sexta-feira, 25 de março de 2011
ENTARDECER (em silêncio)
O movimento do fim do dia recomeça.
É isto a vida? É isto viver?
Trabalhar, comer, dormir, curtir?
Dentista, médico, analista?
Cabeleireiro,boutique, tabacaria?
Carro, autocarro, barco, comboio?
A correr, parado,à espera, a desesperar?
Barulho, apitos, motores, gritos?
Jornais, revistas, folhetos?
Passes, bilhetes, multas?
O corre corre.
O nunca pára.
O mais depressa.
O chegar e o partir.
Entardecer no breve instante em que ficamos (em silêncio).
Barulho, palavras vazias, interrupções constantes, zunzunzuns, conversas paralelas, toques de telemóvel, decibéis sobre decibéis… A nossa sociedade precisa de reaprender o silêncio. Reaprender a escutar-se e escutar.
O novo ciclo da natureza convida-nos a sorrir. Lembra-nos que o início de algo só pode começar com o fim de outro: O fim de agruras, dias cinzentos, nuvens que nos tolhem. O início de dias límpidos, novos sabores e intensidades, porque há sempre uma hora para a recriação, para renascer. Saiamos das nossas casas, irrompamos como raios de sol das nuvens que nos encobrem e celebremos a Primavera. Participemos deste concerto com que a Natureza nos brinda.
O mundo vai poder observar a maior lua cheia das últimas duas décadas no próximo sábado.
Podíamos aproveitar para a celebrar. Como? Só me ocorre fazê-lo com um imenso e colectivo uivo humano. Sentido, alegre e em plena fusão com a natureza. Não quero lançar nenhum movimento do uivo, nem convocar comportamentos considerados animalescos via net, mas somente sugerir um grito de libertação e exaltação da vida, diferente. Os mais inibidos podem uivar em silêncio. Os mais ousados fazê-lo a alto e bom som, a sós ou em grupo.
LUA ADVERSA
Tenho fases, como a lua.
Fases de andar escondida,
Fases de vir para a rua…
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
Tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e que vêm,
No secreto calendário que um astrólogo arbitrário
Inventou para meu uso.
E roda a melancolia
Seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(Tenho fases como a lua…)
No dia de alguém ser meu
Não é dia de eu ser sua…
E, quando chega esse dia,
O outro desapareceu.
Cecília Meireles
TRILOGIA DA LUA
-Amo-te tanto – disse o poeta à lua.
-É por isso que me cantas nos teus versos?
-Quero-te tanto – gritou o poeta à lua.
-É por isso que te abandonas ao meu luar
-É tão tarde – disse a lua ao amante. – Tenho de ir.
-Fica – pediu ele.
-Não posso. Se o fizer a Terra não acorda.
-Queria ser Terra – disse um dia a lua.
-Porquê? - Perguntou-lhe o poeta.
-Para amar o sol.
Alexandra Pelágio /1991