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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

BOA SEMANA!

"Porque é que temos receio da primeira vez? Tudo na vida é uma primeira vez. Cada manhã é uma nova manhã, nunca vivemos o mesmo dia duas vezes."
                                                                     Filme YI-YI

Nada é fixo. Tudo se move e transforma continuamente, tanto nas nossas vidas como na totalidade do Universo. Lembrarmo-nos que a mudança é a essência da vida permite-nos relativizar aquilo que nos acontece, colocar os acontecimentos em perspectiva, dar  maior atenção às nossas relações com os outros, pois sabemos que estão em constante evolução. Permite-nos, ainda, acreditar na possibilidade da mudança que almejamos e não recear arriscar.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Criatividade

"A criatividade permite-nos avançar. Sem criatividade não existem ideias a circular, logo não há inovação (...)
O risco é essencial para continuarmos no topo. Correr riscos, apostar no desenvolvimento do nosso produto e nas pessoas que trabalham connosco é crucial."

                                                   Lyn Heward (directora criativa do Cirque du Soleil)


Todos temos um potencial criativo. Para concretizá-lo há que nos abrirmos ao mundo: Saborear, escutar cada som e cada experiência, envolvermo-nos totalmente na cor de cada sentido. Expormo-nos integralmente. Não recear novas experiências. É a criatividade, como nos diz L. Heward, que nos permite avançar. Sem ela, estagnamos. Há que correr riscos, tentar o novo e partilhá-lo com os outros. 
Sentir com todos os nossos "sentidos", partilhar o nosso "sentir", abre-nos, cada vez mais, à criatividade, a qual, por sua vez, nos leva a viver em plenitude de SENTIDO.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

BOA SEMANA!

"UM SONHO SONHADO SOZINHO NÃO PASSA DE UM SONHO.
UM SONHO SONHADO EM CONJUNTO É UMA REALIDADE"
J. Lennon

"A MELHOR MANEIRA DE FAZER A DIFERENÇA É FAZER AQUILO QUE FAZEMOS MELHOR"



Como professora vivo rodeada de jovens. Há dias bons e dias menos bons. Há momentos difíceis e frustrantes, mas em 26 anos de serviço – por entre muitos desabafos e muitas queixas – (sou humana), nunca pensei em exercer outra actividade.
Há uns meses recebi na minha aula um grupo de jovens com um projecto aliciante (AQUI). A ideia, adjectivada de “simples” por eles, é, afinal, imensa e linda e contagiante.
Fez-me sentir orgulho destes jovens e de tantos outros que tenho conhecido. Fez-me sentir também uma espécie de “Transformer” no meu dia a dia. Qual o meu super poder? Gostar de ser professora e de o partilhar com alunos e colegas e de me poder considerar, como um dos mentores do projecto diz neste programa, mais uma “ uma pequena gota” nesta sociedade onde, decerto, posso fazer a diferença, mesmo que o oceano não possa ser abarcado na sua totalidade pelo olhar, mesmo que dar aulas seja um trabalho em relação ao qual não se vêem imediatamente os resultados.
Alexandra Pelágio

Geração rasca? À Rasca? Não! Geração Fantástica!

Há jovens fantásticos! Criativos, solidários, inovadores e com vontade de provocar mudanças.
Ficámos muito contentes ao saber deste projecto e, mais ainda, quando nos apercebemos que alguns dos seus mentores até passaram pela nossa escola. Estiveram cá, enquanto alunos e, este ano lectivo, para apresentarem o projecto e dar o que de melhor têm.  Segundo o site http://www.projectotransformers.org/ transformer é um jovem equipado e capacitado com um desporto, arte ou actividade, e que usa essa sua paixão e habilidade para, em equipa, transformar positivamente a sua comunidade de uma forma única, pessoal e original.”
Que exemplo este de quem se preocupa em dar, àqueles que o rodeiam, ferramentas que estimulem o aproveitamento do verdadeiro potencial de cada jovem.
Numa altura em que ouvimos constantemente dizer que os jovens são consumistas, egoístas e pouco trabalhadores, fica a prova que há muitos que dão provas que estes adjectivos não se encaixam nas suas vivências diárias. Mais, estes jovens acreditam que é possível transformar uma sociedade carente e às vezes doente, através de acções que parecem relativamente simples mas que, de certo, dão muito trabalho.
Vocês são uma Geração Fantástica! Parabéns ao projecto, à vossa solidariedade e ao estímulo que dão, com certeza, a outros jovens apenas um pouco mais novos. Desejamos que essas “ transformações” sejam uma realidade e que com elas possam ajudar a construir um mundo melhor.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A experiência elementar ou o património da espécie

                                          Maryann Shaw - Images 24

"A exigência da bondade, da justiça, da verdade, da felicidade, constitui o mais profundo rosto, a energia profunda com que todos os homens de todos os tempos e de todas as raças se aproximam de tudo, a tal ponto que podem viver entre si uma permuta de ideias e não somente de coisas, podem transmitir-se riquezas de um para o outro à distância de séculos, e nós lemos com emoção frases criadas há milhares de anos pelos antigos poetas com uma impressão de apelo ao nosso presente, como nem sempre acontece nas relações quotidianas. Se existe uma experiência de maturidade humana, é exactamente essa possibilidade de penetrar no passado, de abordar o longínquo como se fosse próximo, como se fosse parte de nós. Como isto é possível? Porque esta experiência elementar, como dizíamos, é substancialmente igual em todos, mesmo se depois vier a ser  traduzida, realizada de maneiras diversas e até, na aparência, opostas."
Luigi Giussani

Se o mundo tem mudado, ao longo dos tempos, o coração do ser humano é sempre o mesmo. É esse o nosso património.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

BOA SEMANA!

Já que estamos em maré de histórias deixo-vos a que escrevi para responder ao “Desafio em cadeia” colocado pela Manu aos amigos da blogosfera, sob o tema “O Sorriso”. E é num imenso sorriso que vos desejamos uma “BOA SEMANA!"



Há muito, muito tempo existia um minúsculo planeta onde reinava o bem-estar. Era o planeta dos Sorrisos. Embora este planeta fosse muito pequenino, o número dos seus habitantes era quase infinito, pois os sorrisos nasciam a cada minuto. E havia sorrisos de todas as formas e feitios: Entusiastas, generosos, simpáticos, carinhosos, encorajadores, amarelos, diplomatas, brincalhões, esperançosos, amigáveis, tímidos, acolhedores, alegres, atenciosos, contagiantes… Apesar da diversidade, o que se sentia neste planeta era, sobretudo, uma ligação muito forte entre os seus habitantes.  A felicidade que irradiavam permanecia, embora soubessem que o planeta se iria extinguir. Tal não os preocupava porque todos tinham uma missão: Abandonar o seu planeta de  origem para surgir num outro que ia nascer e se chamaria Terra. No planeta Terra só poderiam surgir no rosto de um ser humano. Sim, porque no planeta Terra só os humanos poderiam sorrir. Cada sorriso escolheria o número de vezes e os rostos em que iria surgir. Na verdade, não parecia nada fácil esta escolha e a curiosidade reinava, sobretudo, relativamente ao rosto em que recairia a escolha de um sorriso especial: Era o sorriso mais bonito daquele planeta, aquele que todos iluminava quando aparecia. E vocês sabem quem era o sorriso mais bonito? Pois era justamente o habitante mais velhinho do planeta. Era nele que todos sentiam a união do primeiro encontro. Que rosto escolheria o sorriso mais bonito?
Chegou a hora da partida e lá viajaram todos para o planeta Terra à espera de um sinal que lhes desse a certeza do rosto e da vez que escolheriam para surgir. Pensavam que ia ser muito difícil, mas afinal a escolha revelou-se a mais simples do mundo. É que o sorriso mais bonito tomou a iniciativa. E escolheu… todos os habitantes do planeta Terra. Sim, TODOS! Isto porque escolheu ser o primeiro sorriso de todos os seres humanos. O sorriso que expressa o sinal para todos os outros, aquele que revela a comunhão entre os seres, a expressão do verdadeiro encontro. 
Teresa Ferreira

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Um pato na piscina

 Sempre me encantaram os Contos Infantis. Tive a sorte de ter uma infância recheada de histórias, contadas por várias pessoas, e um universo mágico onde podia dar asas à minha imaginação. Mais tarde, já adulta e com filhos, procurei transmitir-lhes a mesma magia dos contos que tinha ouvido e que permaneciam nas minhas memórias. Confesso que muitas vezes inventei histórias onde eles eram os protagonistas. Sempre senti que a cumplicidade entre quem conta e quem ouve era a verdadeira magia e que trazer essa magia para o espaço  do quotidiano, o verdadeiro segredo. Aqui fica uma história que escrevi para o meu filho Francisco. Espero que gostem.
                       

UM PATO NA PISCINA

Era uma vez uma casa no meio da serra. Chamava-se Casa da Lua. Era cor-de-rosa, tinha um jardim grande e bonito e uma piscina muito azulinha. Na casa moravam a avó Lena e o avô Tino que estavam sempre a convidar os filhos, os netos e os amigos, pois gostavam de ter a casa sempre cheia de alegria.
Um dia, a avó acordou muito cedinho e quando abriu as cortinas, para que o sol sonolento de Outono entrasse, ficou de boca aberta. Sabem o que ela viu? Um pato na piscina. Era um pato gordo, todo branquinho, com umas asas capazes de grandes acrobacias no ar. A avó nem queria acreditar! Esfregou os olhos e pensou: - Se calhar ainda não acordei e estou a sonhar! Mas não. Estava bem acordada, pois o pato continuava na piscina azulinha.
E agora o que é que eu faço? – Perguntou a avó.
Resolveu sair para falar com ele e saber se estava perdido e como o podia ajudar. Só que a avó não sabia falar a língua dos patos, nem o pato a língua da avó. Conclusão: não se entenderam. Mesmo assim, a avó foi buscar comidinha e aguinha fresquinha sempre a pensar o que havia de fazer para entender e ajudar o pato. De repente, teve uma ideia brilhante.
Toda a gente sabe que as crianças sabem falar todas as línguas porque começam por falar com o coração e só depois com as palavras. Então, a avó pegou no telefone, ligou para a mãe do Francisco e explicou-lhe o que se passava.
O Francisco estava na escola, mas como era um assunto urgente a mãe foi logo buscá-lo e seguiram para a Casa da Lua. Quando lá chegaram o Francisco sentou-se ao pé da piscina e perguntou ao pato:
- Ó pato, o que é que estás aqui a fazer?
- Perdi-me – respondeu ele muito triste. Ia com os meus amigos para uma terra mais quentinha, porque o Inverno está quase a chegar e nós patos somos muito friorentos, mas como também sou um pato muito curioso, vi esta piscina muito azulinha e não resisti a dar um mergulho, porque já há muitos dias que voávamos e estava com saudades de uma boa banhoca.
- E agora? – Perguntou o Francisco. O que podemos fazer para chamar os teus amigos?
- Olha, eu já estou rouco de tanto grasnar, mas se tu me ajudares, grasnamos os dois e talvez eles ouçam o nosso pedido e voltem para me vir buscar.
- Está bem – disse o Francisco.
Começaram os dois a grasnar o mais alto que conseguiam: quá, quá, quá, quá,quá, quá….mas não havia sinal dos outros patos e eles já estavam muito cansados. Foi nessa altura que o Francisco teve uma ideia.
- Olha pato, e se eu convidasse as minhas tias e os meus primos e os meus amigos todos e lhes ensinasse a grasnar? Seria um grasnar tão forte que de certeza que os teus amigos iam ouvir.
- Que rica ideia amiguinho – disse o pato com um ar mais animado.
O Francisco pediu à avó e esta foi logo telefonar para a família que passado um bocado começou a chegar trazendo os amigos e os amigos dos amigos. Era uma multidão que encheu o jardim todo.
Então, quando já estavam todos, o Francisco ensinou-os a grasnar, para que, em língua de pato,  gritassem o sítio onde estavam e o pedido para que viessem buscar o amigo.
Foi um som intenso que se ouviu pela serra toda. Quá, quá, quá, quá, quá….e, de repente, passado um bocadinho, vindos de todo o lado, começaram a chegar patos iguais ao pato da piscina, que não cabia em si de contente.
O pato chegou ao pé do Francisco e enrolou-o nas suas asas brancas como neve, num abraço muito apertadinho, grasnando um obrigado muito sentido. Depois, com o bico muito amarelo tirou uma pena do peito, mesmo junto ao coração, e ofereceu-lha dizendo:
- Serás sempre o meu querido amigo e, todos os anos, quando passar por aqui virei visitar-te. Esta pena é para que não te esqueças de mim. Agora tenho de ir. Adeus.
O céu encheu-se de uma brancura alada com todos os patos a levantarem voo ao mesmo tempo. No jardim só se viam mãos abertas e sons que diziam quá, quá, quá, quá, quá….o que na língua de pato quer dizer:
- Adeus amigos, estaremos à vossa espera na Primavera.
Alexandra Pelágio