“Uma árvore que cai faz mais barulho que uma floresta inteira a crescer.”
Annick de Souzenelle
O jornalismo baseia-se numa consabida premissa de que as boas notícias não são notícia. Aparentemente negativo, este é um bom sinal. Porquê? Justamente porque são as más notícias que não passam despercebidas. Se não passam despercebidas, se nos saltam à vista, significa que o insólito está nelas. Porque é que ficamos tão revoltados se, por exemplo, alguém cai numa rua, não consegue levantar-se, passam duas pessoas e nenhuma delas presta auxílio? Porque, no fundo, aquelas duas pessoas foram a excepção à natureza intrínseca do homem que é a da solidariedade. O ser humano tem uma enorme capacidade de compaixão, de viver a dor alheia. A grande maioria dos seres humanos é composta por pessoas generosas e altruístas.
Como nos diz Christiane Singer, o mundo já teria desaparecido se a única realidade fosse a das árvores que caem. "O mundo mantém-se graças à rede de amor que criamos, vocês, eu, e todos os seres que, neste instante, praticam actos de amor no mundo, ou têm um olhar de ternura sobre a terra que nos cerca, sobre a criação. Isto mantém o mundo de pé.”